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Petróleo bate novo recorde e fecha a 52,67 dólares nos EUA

7 Out 2004 - 16h51
O petróleo do Texas bateu hoje, quinta-feira, um novo recorde no mercado de Nova York e chegou a marcar 53 dólares durante a sessão, enquanto a inquietação sobre o nível de oferta frente à elevada demanda continua.

No fechamento da sessão, o preço dos contratos para novembro do Petróleo Intermediário do Texas (leve) estava em 52,67 dólares, 0,65 dólar acima do valor de ontem.

O preço disparou até 53 dólares logo após a abertura do pregão. O petróleo nunca tinha chegado a este nível desde que a negociação deste tipo de contrato de futuro começou em Nova York, em 1983.

O barril de petróleo Brent também fechou hoje em novo recorde em Londres, ficando a 48,90 dólares o barril (159 litros), um aumento de 0,91 dólar em relação à quarta-feira.

Os contratos de gasolina para novembro fecharam em Nova York a 1,40 dólar o galão (3,78 litros), subindo cerca de dois centavos.

O valor dos contratos de gasolina para entrega em novembro ficou em 1,43 dólar, cerca de um centavo acima do preço de ontem.

A preocupação no mercado nova-iorquino continua por causa da lenta recuperação da produção petrolífera no Golfo do México, quase quatro semanas depois da passagem do furacão Ivan pela região.

As últimas estimativas do Serviço Federal de Gestão de Minerais (MMS), divulgadas hoje, colocam o nível de produção cerca de 28% abaixo do habitual. Nove plataformas offshore permanecem desativadas.

Desde 11 de setembro deste ano, 16,5 milhões de barris deixaram de ser produzidos, o que equivale a 2,7% da produção anual.

O corte na produção preocupa o mercado por coincidir com a alta demanda e com níveis baixos de reservas armazenadas, tanto de petróleo quanto de gasóleo de calefação. Os últimos dados do Departamento de Energia indicam que as reservas de petróleo estão 4,4% abaixo das acumuladas no mesmo período do ano passado.

O volume de gasóleo de calefação armazenado é de 51,2 milhões, 6,2% abaixo de um ano atrás.

A instabilidade na Nigéria é outro assunto que inquieta os mercados. Os operadores aceleraram as compras no início da sessão, devido a notícias sobre um conflito trabalhista que poderia alterar as atividades da companhia anglo-holandesa Royal Dutch/Shell naquele país.

No entanto, um porta-voz da empresa disse que as atividades de carga nos portos não foram alteradas, o que reduziu um pouco a tendência de alta nos preços.

A forte alta dos preços no mercado atacadista faz com que os especialistas prevejam um aumento considerável no preço que os americanos vão pagar para manter suas casas aquecidas no próximo inverno.

Os consumidores americanos gastarão 15% a mais que no ano anterior pelo gás natural; 28% a mais por gasóleo de calefação e 22% a mais pelo gás de cozinha, segundo estimativas do Departamento de Energia dos EUA.

O preço de venda da gasolina ao público também aumentou nas últimas semanas, devido à alta do petróleo, embora não tenha chegado aos recordes registrados no início do verão.

A Agência de Informação de Energia (AIE), que é a divisão estatística do Departamento de Energia, estima que o preço médio do combustível será de 1,89 dólar o galão durante o quarto trimestre deste ano, maior que o 1,78 calculado há um mês atrás.
 
 
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