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Petrobrás avalia reajuste no diesel e na gasolina

29 Ago 2006 - 07h54
A Petrobrás vai elevar os preços domésticos dos combustíveis se o petróleo no mercado internacional continuar em torno de seus picos recentes, disse ontem o diretor-financeiro da estatal, Almir Barbassa. "Se os preços permanecerem nesse nível, está claro que serão repassados", afirmou. "Mas não acredito que isso vá ocorrer. Em nossa opinião, eles estão elevados por causa de fatores isolados. E não repassamos repiques de preços para nossos consumidores", ressaltou o executivo, que participou de um seminário em São Paulo.

A estatal brasileira trabalha com um cenário de preços de petróleo entre US$ 60 e US$ 70 o barril, para que as cotações atuais da gasolina e do diesel cobradas no Brasil façam sentido, explicou.

Barbassa defendeu as ações da empresa na Bolívia. "A Petrobrás sempre se ajustou para cumprir a legislação na Bolívia", afirmou. A promotoria de Santa Cruz informou, no sábado, que pretende interrogar três executivos da estatal que atuavam na Bolívia sobre supostas vendas ilegais de gás para o Brasil.

As autoridades bolivianas conduziram uma busca na sexta-feira nos escritórios da Andina, uma subsidiária da espanhola Repsol-YPF, procurando documentos que comprovassem um contrato de 2002 entre a empresa e a Petrobrás, que teria permitido a exportação de gás para o Brasil por um preço abaixo do oficial.

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz, estima que essas vendas foram feitas por quatro anos e custaram ao governo do país cerca de US$ 161 milhões.

A Petrobrás informou que um dos três ex-executivos na Bolívia, Antonio Luiz Silva de Menezes, já está aposentado. A companhia não soube dizer se Ruben Patritti Leiva trabalhava no grupo. O terceiro executivo, Luis Rodolfo Landim, está trabalhando na MMX, empresa do setor de siderurgia. Ele disse que a Petrobrás, e não ele, é quem deve responder legalmente às acusações feitas pela Bolívia.

Barbassa acrescentou que, durante as negociações com o governo boliviano, a Petrobrás levantou a questão da compensação para possíveis perdas no país andino. A empresa brasileira investiu mais de US$ 1,5 bilhão na Bolívia nos últimos anos.

A Petrobrás já havia informado em comunicado, no dia 4, que são "infundadas" as denúncias envolvendo seus ex-executivos. No dia 18, a Petrobrás informou que o contrato com a Andina tinha como objetivo reduzir a exposição da companhia a excessivas variações do preço de compra de gás boliviano. "O encerramento do contrato foi decidido depois das mudanças regulatórias na Bolívia", informava a nota.
 
 
 
Estadão

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