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Pelo sexto dia seguido, vôos atrasam nos aeroporto

1 Nov 2006 - 06h27
Os principais aeroportos do País amanheceram com atrasos pelo sexto dia consecutivo. A situação é pior no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde há 19 vôos atrasados, com espera de até quatro horas. No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, três vôos da TAM com chegada de Guarulhos prevista para as 6h estão atrasados. Em Brasília, um vôo com destino a Guarulhos, que já deveria ter partido, está com decolagem prevista somente para as 9h. Apesar dos atrasos, de acordo com a Infraero, os aeroportos ainda nao registram filas.

No Aeroporto de Congonhas, além dos vôos da TAM com atraso, outro vôo, o 1879, da Gol, que chegaria de João Pessoa (PB) às 6h30, também não tem horário de chegada previsto.

No Aeroporto Internacional de Guarulhos, pelo menos três vôos de chegada estão atrasados. Nas decolagens, há oito vôos atrasados. Um deles, com destino ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, previsto para as 5h50, tem horário de partida estimado somente para as 7h20.

O Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, tem três desembarques atrasados nesta manhã, vindos de Macapá (AP), Porto Velho (RO), e Boa Vista (RR). Nas decolagens, dois vôo com destino a São Paulo (um para Guarulhos e outro para congonhas) estão com pelo menos três horas de atraso e só deve sair por volta das 9h.

Em Porto Alegre, a movimentação no Aeroporto Salgado Filho é tranqüila, com alguns vôos atrasados em cerca de 20 minutos. Um vôo com destino a São Paulo, que sairia às 7h, deve decolar apenas as 8h.

O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, está com três vôos de chegada atrasados. O vôo 3386 da TAM, que chegaria as 5h30 de São Luís (MA), tem previsão de aterrissagem apenas para as 8h.

Medidas de emergência
Há seis dias, os principais aeroportos do País vivem situação de caos, com atrasos e vôos cancelados, após os controladores do tráfego aéreo anunciarem a redução do número de aeronaves monitoradas, alegando excesso de trabalho, falta de pessoal e ameaça à segurança dos passageiros.

Documento emitido em outubro de 2003 pelo Conselho de Aviação Civil (Conac), assinado pelo então ministro da Defesa, José Viegas Filho, já alertava para problemas com os controladores de vôo e com a segurança no espaço aéreo brasileiro devido ao corte de verbas destinadas ao setor da aviação civil.

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência com o ministro da Defesa, Valdir Pires, e assessores na área da Aeronáutica, exigindo providências imediatas, ante ao risco de agravamento da situação durante o feriado prolongado, que se inicia nesta quinta-feira. Dentre as medidas a ser tomadas está a descentralização do controle do tráfego aéreo, hoje concentrado no Cindacta-1, de Brasília.

Foram criadas "aerovias" expressas, chamadas de "tubulões" pelo coronel Paullo Esteves, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Vôos entre o Rio e São Paulo e rotas entre essas cidades e Belo Horizonte, hoje monitorados por Brasília, passarão para o controle dos radares de Porto Alegre, São Paulo, Rio, Porto Seguro e Recife. Na prática, os Cindactas serão retirados do controle desses vôos, que passarão a usar rotas exclusivas, acompanhadas pelas cidades de saída e de chegada.

 

 

Terra

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