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Brasil

Pedidos de falência têm aumento de 42% no Estado

20 Jul 2004 - 14h27

Na contra-mão do País, o número de falências decretadas em Mato Grosso do Sul aumentou em 42% no primeiro semestre deste ano com relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço da Jucems (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul) divulgado hoje ao MidiamaxNews. Nos primeiros seis meses deste ano no Estado deram entrada com pedidos de falência 19 empresas, enquanto no mesmo período deste ano esse número subiu para 27. Em Campo Grande o número de falências foi ainda maior, apresentando aumento de 77% no período, ainda segundo levantamento da Jucems.

Enquanto no primeiro semestre do ano passado foram 13 pedidos de falência, nos primeiros seis meses deste ano em Campo Grande foram 23 pedidos, de acordo com os dados da Jucems. Apesar de o número de falências ser expressivo, o de constituição de novas empresas no Estado e em Campo Grande também apresentou crescimento, conforme o balanço divulgado pela Jucems. Em Mato Grosso do Sul, de acordo com a Jucems, os dados de constituição de novas empresas tiveram aumento de 14,4%, saltando de 2.827 novas empresas no primeiro semestre de 2003 para 3.234 no mesmo período deste ano.

Na Capital o número de empresas constituídas aumentou em 12% no período de janeiro a junho deste ano com relação ao primeiro semestre do ano passado. Pelo balanço divulgado pela Jucems, enquanto nos primeiros seis meses do ano passado foram abertas 1.121, no mesmo período deste ano esse número chegou a 1.254. Segundo avaliação de Luiz Fernando Burnaim, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), é a alta carga tributária que provoca o fechamento das empresas. “O que é muito ruim para Mato Grosso do Sul, que é um Estado que precisa crescer”, comenta.

E ressalta que “quanto mais empresas abrem e fecham, mais o empresariado fica endividado, mais se compromete a geração de emprego e até honrar os compromissos trabalhistas”. “Temos ainda uma média de 54% das empresas que abrem no primeiro ano já fecham”, diz. Ele reclama ainda que os sucessivos aumentos dos tributos e criação de novos só trazem perspectivas mais preocupantes. “Temos cerca de 70 impostos e taxas, muitos chegam sob a promessa de vigência por cinco ou dez anos, mas acabam ficando como contribuição permanente. A tendência com esses aumentos são mais falências”, frisa Luiz Fernando.

 

 

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