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Brasil

Pecuarista recua e desfaz doação milionária para construir hospital

2 Mar 2011 - 05h44Por Mídia Max

O que seria um dos maiores gestos de solidariedade já vista em Campo Grande virou apenas promessa registrada num papel sem validade oficial.

Em dezembro passado, um pecuarista anunciou que sacaria de sua conta R$ 23 milhões para construir um hospital de oito andares na cidade.

Dois meses depois, o doador milionário voltou atrás, deixando confusos e sem entender os integrantes da Fundação que mantém o hospital do Câncer Alfredo Abrão, entidade que já contava como certa o benefício ganho com a nobre atitude.

A obra, já iniciada triplicaria o atendimento de pacientes no hospital.

Membros da Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul, entidade que cuida do hospital do Câncer promoveram nesta manhã uma reunião extraordinária para debater o assunto.

A notícia revelando que o pecuarista Antonio Moraes dos Santos, o doador, teria mudado de ideia foi exibida na edição de hoje do Correio do Estado. A reportagem do Midiamax telefonou para o escritório dele, deixou recado com a secretária, mas não houve retorno. Ele teria saído e retornaria somente à tarde.

O advogado Leonardo Loubet, defensor da Fundação, disse que os membros da entidade, formada por magistrados, pecuaristas e profissionais liberais, não compreenderam até agora a desistência do doador.

Loubet disse que o pecuarista havia dito que doaria o dinheiro para a construção do hospital desde que a Fundação registrasse em cartório que jamais negociar o prédio construído, isto é, que incluísse num contrato um termo conhecido como cláusula da impenhorabilidade.

O advogado disse que a entidade concordou com a exigência e que a papelada tem sido preparada. Loubet afirmou que para inserir a cláusula a Fundação teve de modificar o estatuto, daí a demora.

A documentação agora está nas mãos do MPE (Ministério Público Estadual), que vai repassá-lo ao cartório para que os papéis oficializem a doação.

“Estava tudo indo muito bem, o pecuarista acompanhando tudo isso, por meio do seu advogado, não compreendi essa notícia dizendo que ele desistiu de fazer a doação. Aliás, todos os membros da Fundação não entenderam isso ainda”, disse Loubet.

Segundo o advogado, o negócio era certo, tanto que o doador já havia mandado uma construtora a começar a obra. De acordo com a reportagem do Correio do Estado, Antonio Moraes dos Santos já gastou em torno de R$ 1,7 milhão na construção da base do prédio.
 

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