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Brasil

Para FHC, é díficil evitar alianças com acusados

7 Out 2006 - 09h33
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) sobre alianças com políticos de passado duvidoso dizendo que "na política brasileira é difícil não fazer alianças com pessoas acusadas de algo. Lula o fez, e eu também. Nosso sistema requer alianças, requer votos, e, no segundo turno, todo mundo participa. Não há outra forma", declarou FHC ao jornal argentino La Nación.

De acordo com FHC, tanto Alckmin quanto o adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem basicamente o mesmo programa político: "o programa, em linhas gerais, é o mesmo desde 1994. O que os brasileiros estão escolhendo agora é um estilo de condução. O PT introduziu a utilização da máquina pública para fins pessoais ou do partido, e as pessoas não gostaram disso", avaliou. Segundo a jornal Folha de S.Paulo, para FHC, Alckmin é "um técnico que estuda os temas", enquanto Lula usa "técnicas populistas".

FHC afirmou que o desempenho na campanha surpreendeu o PSDB, que no início não acreditava que Alckmin pudesse levar a disputa para o segundo turno. O ex-presidente atribuiu o resultado aos erros do petista: "primeiro, seu grupo cometeu muitos erros, construindo esse dossiê contra nosso candidato em São Paulo, José Serra. Depois, ele não foi ao debate, uma atitude um pouco arrogante. E também é preciso admitir que nos últimos dias os meios de comunicação foram muito duros com Lula". FHC não mencionou que ele também não foi a nenhum debate na sua campanha à reeleição, em 1998.

Segundo FHC, Lula ganhou "no Brasil onde o desenvolvimento econômico é mais fraco e o Estado é mais forte", "onde os favores políticos são maiores". "O Brasil ficou dividido, mas não entre ricos e pobres. Ficou dividido entre avançados e atrasados", declarou ele. FHC chegou a admitir que pode ter havido corrupção em seu governo: "É impossível garantir que não exista corrupção em um governo. A diferença é que agora há um estímulo à utilização dos métodos corruptos por líderes do partido governista e de pessoas ligadas ao governo", ressaltou. "Lula não expulsa ninguém do partido ou acaba enaltecendo os acusados, dizendo que são boas pessoas."

FHC referiu-se a Lula como um caudilho: "Lula é um pouco um caudilho, com alguns traços mais do peronismo do que do chavismo." Para o ex-presidente, é justamente por ter esse perfil que o petista "não tem herdeiros políticos". "Um caudilho acredita sempre que é único." Falou também de Lula como um "símbolo", que não controla o dia-a-dia do governo nem de seu partido "porque não tem paciência". "Lula é uma pessoa excepcional, que veio do nada. Mas é uma pena, porque está eliminando o simbolismo de sua figura. Lula nunca foi líder, mas sim um símbolo. É importante que um País tenha símbolos e inclusive mitos. Mas agora o Lula presidente está matando o Lula símbolo". Alckmin, ao contrário, seria o oposto: "sério" e cuida das contas públicas.

O ex-presidente citou também o apoio a Lula dado pelo presidente argentino, Néstor Kirchner. "O que o Kirchner vai fazer se Geraldo ganhar as eleições? Foi uma imprudência de sua parte declarar o voto ao Lula. Isso não se faz."

 

TErra

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