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"Operação Casquinha" do McDonald's ameaça Kibon e Nestlé

9 Dez 2004 - 16h12

O McDonald's está se transformando em uma grande sorveteria. E tem mais. Este ano, a venda de sorvetes nas lojas da rede deverá crescer acima de 15% em relação a 2003 e já encosta nas principais empresas do setor, atualmente liderado pela Kibon e pela Nestlé.

"Em volume, o McDonald's está muito próximo das marcas líderes de mercado", confirma Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (Abis). A razão desse "forte crescimento", segundo ele, seria o preço do produto, "mais barato" em relação à concorrência.

"Nossas vendas chegaram ao patamar de 23 milhões de casquinhas de sorvete por ano, em todo o País", conta Daniel Arantes, diretor de marketing da rede de fast-food. A operação casquinha já representa de 2% a 3% do faturamento do grupo, que este ano é estimado em R$ 1,9 bilhão. Para o ano que vem, a perspectiva é chegar a 26 milhões de casquinhas.

Somente a área de sorvetes emprega 1,5 mil funcionários diretos para atender os 1.205 pontos de venda, em especial os 609 quiosques dedicados exclusivamente à venda do produto e instalados em 149 cidades brasileiras.

Arantes explica que a rede opera em um nicho diferenciado, longe da concorrência com os picolés e sorvetes de massa mais sofisticados. Tanto os quiosques quanto os restaurantes oferecem uma linha de seis itens, com destaque para o sorvete de casquinha com cobertura de chocolate, que custam entre R$ 1,50 e R$ 2 a unidade.

O diretor de marketing faz questão de lembrar que todo o know-how do sorvete comercializado pelo McDonald's é desenvolvido internamente e está sendo exportado, com sucesso, para outros países.

O da casquinha com cobertura de chocolate, inclusive o de chocolate branco, que está sendo lançado neste verão, já pode ser encontrado em lanchonetes de Hong Kong, na China, e de outros países como a França e Estados Unidos.

A casquinha com cobertura de chocolate foi apresentada oficialmente em fevereiro de 2004, durante a convenção mundial da rede, que contou com a participação de representantes de 119 países.

Crescimento
Weinsberg, da Abis, prevê que o setor encerrará este ano com um crescimento da ordem de 5% em relação a 2003. Neste resultado pesou o desempenho do primeiro semestre, quando o mercado enfrentou uma retração de até 30% na comparação com o mesmo período do exercício anterior. "Essa perda foi recuperada ao longo da segunda metade do ano", afirma Weinsberg.

De acordo com ele, o calor que fez durante esses meses contribuiu para o aumento das vendas, juntamente com ligeira recuperação do quadro econômico como um todo. Os brasileiros são educados para acreditar que tomar sorvete no inverno faz mal, provoca gripes e resfriados. "Essa é uma idéia falsa. O sorvete é um alimento importante e necessário à dieta diária", destaca o presidente da Abis.

Em 2003, o mercado de sorvetes no Brasil movimentou US$ 778 milhões, o equivalente à produção de 533 milhões de litros. Hoje em dia, o País conta com aproximadamente 10 mil empresas responsáveis pela produção industrial e artesanal, além de revendas. É um mercado que gera cerca de 40 mil empregos diretos e 80 mil indiretos, número que aumenta em até 40% na época do verão.

 

 

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