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ONU diz que não está claro se bomba de água vai resfriar usina no Japão

21 Mar 2011 - 08h42Por G1

O órgão regulador nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) disse neste sábado que não está claro se os despejos de água sobre a usina nuclear afetada pelo terremoto no Japão funcionarão após o retorno da energia.

Graham Andrew, autoridade da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), também disse que a situação geral na usina de Fukushima Daiichi é similar à de sexta-feira.

Andrew disse esperar que a energia seja restaurada 'hoje (sábado)' na unidade dois da usina, sem dar detalhes.

'Nós não sabemos se as bombas de água estão danificadas e se elas funcionarão quando a energia for restaurada', disse ele.

Contaminação
Amostras de leite e espinafre das cidades de Fukushima - palco do acidente nuclear na usina de Daiichi por conta do terremoto de magnitude 9 - e Ibaraki, no Japão, apresentaram excesso de radiação, afirmaram autoridades japonesas neste sábado (19). O governo também afirmou que as águas correntes de Tóquiio e de cinco províncias do país também apresentam pequenas amostras de iodo radioativo e césio, porém sem risco à saúde humana.

O porta-voz do governo Yukio Edano afirmou que a radiação estava acima dos padrões regulamentados no país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), o Ministério da Saúde do Japão solicitou uma investigação sobre produtos alimentícios vindos de Fukushima (A AEIA havia informado anteriormente que a venda dos produtos havia sido suspensa. A agência divulgou a correção desta informação às 13h30 deste sábado).

A AEIA também confirmou a contaminação por iodo radioativo. Segundo a agência da ONU, amostras de comida nos arredores de Fukushima - local da usina nuclear de Daichii, cuja instalações foram afetadas pelo terremoto de magnitude 9 no Pacífico - foram analisadas entre 16 e 18 de março.

Espinafre Japão radioativo (Foto: Kyodo News / AP Photo)Fazendeiro confere plantação não contaminada de alho-poró em Yamamoto (Foto: Kyodo News / AP Photo)

Apesar da meia-vida do elemento presente nos alimentos ser de apenas 8 dias, as autoridades japonesas afirmam que há risco aos consumidores no curto prazo.

Quando ingerido, o iodo radioativo pode ser acumulado e causar danos à glândula tireoide. Para combater esse efeito, o governo japonês recomendou a distribuição de cápsulas de iodo estável (não radioativo) aos refugiados da área de 20 quilômetros ao redor de Fukushima, para evitar que o material radioativo seja absorvido.

Edano disse que o governo foi informado na sexta-feira (18) que altos níveis de radiação foram detectados em leites de vacas em uma fazenda na cidade de Fukushima, segundo informou a rede de televisão “NHK”. O porta-voz ainda divulgou que o governo recebeu a informação de que seis amostras de espinafre testadas em um instituto de pesquisa na cidade de Ibaraki continham níveis mais altos de radiação do que o padrão oficial.

Segundo a “NHK”, o ministro da Saúde do Japão pediu que Ibaraki identifique onde essas amostras de espinafre foram retiradas e qual é sua rota de distribuição.

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