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ONU diz que mais de 100 mil pessoas fugiram da Líbia na última semana

28 Fev 2011 - 05h17Por R7

O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) informou neste sábado (26) que cerca de 100 mil pessoas fugiram da Líbia na semana passada, em meio à crise política para levar o ditador Líbio, Muammar Gaddafi, a deixar o poder.

Muitos dos refugiados eram imigrantes ilegais, e saíram do país por terra, rumo a países vizinhos. Em um comunicado, o Acnur informou que está trabalhando com as autoridades tunisianas e egípcias e ONGs (organizações não governamentais) para apoiar os refugiados.

O Crescente Vermelho [a Cruz Vermelha dos países islâmicos] informou que, apenas ontem, mais de 10 mil pessoas voaram da Líbia para a Tunísia no posto fronteiriço de Ras Jedir - a maioria egípcios -, chamando a situação de uma "crise humanitária", enquanto o fluxo aumenta.

Antes dessas chegadas, o governo tunisiano informou no sábado que 40 mil pessoas cruzaram a fronteira com a Líbia desde 20 de fevereiro, enquanto autoridades egípcias contaram 55 mil pessoas fazendo o mesmo percurso desde 19 de fevereiro, de acordo com a Acnur.

O alto comissário para os refugiados, Antonio Guterres, disse que está comprometido a auxiliar Tunísia e Egito a ajudar cada pessoa que chega da Líbia.

- Chamamos a comunidade internacional a responder rapidamente e generosamente para capacitar esses governos frente essa emergência humanitária.

Mantimentos

Mais de 100 toneladas de mantimentos para 10 mil pessoas - incluindo tendas, cobertores e equipamentos para abrigo - foram enviados para a Tunísia ontem para serem usados na fronteira com a Líbia, informou o Acnur.

Funcionários do órgão da ONU disseram que, durante uma travessia não planejada pelo Egito, encontraram policiais e militares líbios que disseram ter desertado das forças do governo e que estavam trabalhando com comitês locais de líderes tribais.

Guterres disse que líderes tribais expuseram a necessidade de ajuda humanitária na Líbia, "já que há escassez de comida da região leste, assim como necessidade de remédios.

As informações sobre escassez de comida não puderam ser confirmadas por membros da oposição líbia. Na sexta-feira (25), no entanto, o PMA (Programa Mundial de Alimentos) da ONU (Organização das Nações Unidas) advertiu que a rede de abastecimento de alimentos na Líbia corre o risco de entrar em colapso.

A porta-voz do PMA, Emilia Casella, informou que as importações de alimentos não chegam mais aos portos líbios e que a violência dificulta a distribuição.

- A Líbia importa praticamente todos os gêneros alimentícios e a rede de abastecimento está à beira do colapso.

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