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OAB pode voltar a discutir impeachment de Lula

27 Set 2006 - 12h56

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, afirmou hoje que a entidade pode voltar a avaliar o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ele for reeleito. Segundo Busato, as condições que a OAB levou em conta para arquivar um pedido de impedimento de Lula não estarão mais postas em 2007.

Busato advertiu, no entanto, que, neste momento, o impeachment de Lula não está em discussão na ordem. "[Em 2007] as duas premissas que a ordem se baseou para não pedir o impeachment [do presidente Lula] deixam de existir e, se houver clamor para tanto, face algumas evidências que possam ser encontradas, isso pode voltar à tona", afirmou. "Mas na casa não se fala em impeachment, isso não está na pauta."

A OAB não pediu o impeachment de Lula no escândalo do mensalão, segundo Busato, devido ao calendário eleitoral, "realidade que cai por terra se a eleição for encerrada no primeiro turno" e por causa da falta de confiabilidade da ordem na Câmara dos Deputados, "em função dos problemas havidos nesta legislatura".

Segundo turno

Com relação ao processo eleitoral, o presidente da OAB defendeu o segundo turno das eleições.

Para Busato, seria saudável que a disputa não se encerrasse em primeiro de outubro. "Seria saudável o segundo turno dada essa crise que se abateu sobre, principalmente, o PT, que tem seu candidato com larga vantagem nas eleições", disse.

Busato considerou que o episódio do dossiê pode resultar na impugnação da candidatura do presidente Lula, por isso seria melhor o segundo turno para que haja tempo de esclarecer os fatos, o que evitaria uma instabilidade institucional no país.

Para Busato, a denúncia do dossiê pode levar a eleição ao segundo turno. "Houve uma modificação [no cenário eleitoral]. Estamos há alguns dias das eleições e esse assunto estando na mídia e não sendo esclarecido poderá influenciar o pensamento dos eleitores brasileiros."

Segundo Busato, o presidente Lula se envolveu no episódio na medida em que pessoas ligadas a ele são apontadas como protagonistas da compra do dossiê.

 

 

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