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Número de horas pagas na indústria cresceu 4,2% em abril

11 Jun 2010 - 16h00Por Agência Brasil

O número de horas pagas na indústria cresceu 4,2% em abril deste ano, em comparação com igual período do ano passado. Foi a terceira taxa positiva consecutiva e o maior avanço desde dezembro de 2004 (4,7%), segundo a Pesquisa Mensal de Emprego e Salário na Indústria, divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de março para abril a taxa ficou praticamente estável, ao variar apenas 0,1%. No acumulado de janeiro a abril, a expansão foi de 2,4%. A taxa anualizada (nos 12 meses fechados em abril), em trajetória ascendente desde janeiro, passou de -4,0%, em março, para -3,1%, em abril, a melhor desde junho de 2009 (-2,3%).

Segundo o IBGE, na comparação com igual período de 2009, as horas pagas aumentaram nos 14 locais pesquisados, e em 14 dos 18 ramos considerados no estudo.

“As principais pressões positivas vieram de meios de transporte (9,3%), alimentos e bebidas (3,1%), máquinas e equipamentos (8,6%) e produtos de metal (7,1%). A contribuição negativa mais relevante ocorreu no setor de madeira (-7,8%)”, diz a pesquisa.

Entre os locais, São Paulo, com expansão de 4,0%, exerceu o maior impacto positivo no resultado nacional, seguido pelo Nordeste (5,6%), Rio Grande do Sul (5,8%), Norte e Centro-Oeste (4,8%) e Rio de Janeiro (5,9%).

A analise da folha de pagamento do setor revela queda de 0,4% no salário real doas trabalhadores na passagem de março para abril, - a primeira após três meses de alta. Nos quatro primeiros meses do ano, porém, a folha de pagamento real já acumula expansão de 3,8%. Também é positivo o resultado quando a comparação se dá com abril de 2009: 5,4%,

O número de pessoal ocupado, na comparação com abril de 2009, aumentou 13 dos 18 segmentos pesquisados, com destaques para alimentos e bebidas (2,7%), produtos de metal (6,9%), máquinas e equipamentos (5,8%), calçados e couro (7,0%), meios de transporte (4,6%), aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,7%) e têxtil (7,1%). Entre os cinco ramos com queda, o maior impacto negativo foi exercido pelo setor de madeira (-8,7%).

O indicador acumulado fechou o quadrimestre em alta de 1,3%, revertendo a queda dos últimos quatro meses de 2009 (-4,7%), nas comparações contra iguais períodos de anos anteriores.

Segundo o IBGE, de janeiro a abril de 2010, 12 locais e 12 ramos ampliaram o número de pessoal ocupado. Entre os locais, São Paulo (1,6%), Nordeste (3,3%), Ceará (8,1%%) e Rio Grande do Sul (1,6%%) exerceram as principais influências positivas sobre a média global.

Edição: Juliana Andrade e Tereza Barbosa

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