Mais um município deve ser incluso no circuito sucroalcooleiro de Mato Grosso do Sul no próximo mês, quando está prevista para entrar em operação a Fátima do Sul Agro-Energética S.A. O investimento para a construção da usina é de R$ 180 milhões, financiados através do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste).
O empreendimento da iniciativa privada é de três grupos de empresários, dois deles ligados ao setor sucroalcooleiro em Araçatuba, São Paulo. São os paulistas Daniel Gadotti, Augusto Gadotti e José Valdir Gadotti; e João Flávio Lopes e Rodolfo Abud Cabreira; E o douradense Celso Dal Lago.
A primeira usina a se instalar em Fátima do Sul fica a 12 quilômetros do centro da cidade, na Linha do Barreirinho, divisa com Dourados. A previsão é de que a indústria entre em operação a partir de agosto. É quando começa a moagem da primeira safra, que deve ser de 1 milhão de tonelada de cana. Este primeiro montante deve ser todo destinado a produção de etanol.
A partir da segunda safra, a moagem deve aumentar para 1,5 milhão de tonelada, e além do etanol, ainda deve produzir açúcar e geração de energia. “Precisamos de uma safra cheia para produzir os três produtos e ampliar a capacidade de geração de vapor para ter mais energia” afirma Dal Lago.
A usina está na área do NCD (Núcleo Colonial de Dourados), e pretende vender a energia produzida diretamente à Cergrand (Cooperativa Energização Desenvolvimento Rural Grande Dourados). “Vamos vender em condições financeiras menores, e a Cergrande pode repassar os valores para benefício dos produtores, sejam de cana ou não, como os de frango que consomem muita energia, principalmente no inverno”, disse o empresário.
A expectativa é de aumentar ainda mais a produção da indústria, chegando a 2,5 milhões de toneladas. Atualmente a área plantada com cana pela usina é de 10 mil hectares. Como outras da região, ela obtém a cana através de áreas arrendadas pela própria indústria para abastecer a produção.
“A usina terá um trabalho de conscientização para que os produtores invistam na cana para serem fornecedores, como alternativa para diversificação de cultura. A cana não veio para substituir outras culturas, como soja, milho ou gado; mas como uma forma de diversificar a economia do Estado”, afirma Dal Lago. A usina deve gerar, em média, 600 empregos diretos.
Visita
Amanhã haverá uma visita técnica à usina, pelo Governador André Puccinelli (PMDB), a prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado (PR), e outras autoridades políticas do Estado, como parte da programação do aniversário da cidade. Uma inauguração oficial da usina ainda deve ser realizada até o final do ano.
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