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Brasil

Nacionalização do gás pela Bolívia tira R$ 2 bi de Corumbá

18 Set 2006 - 08h48

O decreto de recuperação da propriedade, da posse e o controle total e absoluto do gás natural e do petróleo pelo presidente boliviano, Evo Morales, inviabilizou o investimento de quase US$ 2 bilhões na implantação do pólo gás-químico em Corumbá, segundo análise do prefeito Ruiter Cunha (PT) em entrevista exclusiva ao Midiamax. O prefeito disse que a Petrobrás praticamente descartou o investimento em virtude da insegurança com relação ao governo do país vizinho.

Cunha destacou ainda preocupação com a demora do governo federal em dar um parecer sobre a implantação da Rio Tinto, que esbarra hoje na questão da lei que impede a instalação de empresas estrangeiras na fronteira. “Entendo que o governo federal deveria andar um pouco mais rápido, devido ao momento. Hoje Corumbá está no ‘boom’, no momento em que muitas empresas estão interessadas em se instalar aqui”, destaca o prefeito.

Ele salientou ainda que a análise do projeto teve parecer positivo do Ministério de Minas e Energias e já está no gabinete presidencial, onde deve ser elaborado projeto de lei e encaminhado ao Congresso Nacional. A implantação da Rio Tinto deve gerar também cerca de US$ 2 bilhões de investimentos e garantir quase 1,8 mil empregos diretos para a região.

Diante das dificuldades e anseios por conquistas, o prefeito aproveita para comemorar, juntamente com os 228 anos de Corumbá, os R$ 40 milhões investidos na cidade, principalmente em galerias pluviais e asfalto. Ele salienta os investimentos também no setor cultural, com a realização de festivais, como o Festival Pantanal das Águas, que ele espera ser o maior evento de dança em espaço aberto do Brasil.

Ruiter Cunha salienta ainda que Corumbá teve dificuldades por não ter representantes como deputado estadual e federal da região e deposita as esperanças na eleição do candidato Paulo Duarte, ex-secretário estadual de Receita e Controle e também de Habitação e Infra-Estrutura do governo atual. “Hoje a gente acredita que teremos pelo menos um deputado estadual da região, que seria o Paulo Duarte. Já em nível federal, acho muito difícil termos representantes, em virtude do cenário, do número de candidatos e do número de votos”, afirma o prefeito.

As esperanças de Cunha também estão no candidato ao governo do Estado, Delcídio do Amaral (PT), nascido na “cidade branca”. “Acho que Delcídio, por ser de Corumbá, teria mais interesse e dedicação em apoiar essas iniciativas”, afirma o prefeito, apostando que outros candidatos também terão interesse em investir na região e garante que não haverá dificuldades em negociar com o candidato André Puccinelli (PMDB), que também disputa a vaga ao governo do Estado.

Nos 228 anos de Corumbá, que serão comemorados nesta quinta-feira, dia 21, o que o senhor destaca em relação a desenvolvimento da região? A proposta da administração é estar potencializando as características de Corumbá. A gente trabalha com duas vertentes, a primeira em explorar os recursos naturais, processando eles aqui e agregando valor a eles, falando da instalação de pólo industrial no município com especial vocação para a siderurgia. A ênfase é para o processamento do minério de ferro, uma vertente que está em andamento e alimenta uma grande perspectiva para a cidade.

Esta expectativa é baseada na implantação de quais empresas? A Rio Tinto, a EBX e a Vale do Rio Doce. Hoje temos as maiores mineradoras do mundo aqui, que são a Rio Tinto e a Vale. A gente acredita que no projeto de ambas com sinalização para investir no município até porque o mercado da siderurgia de Corumbá tem um bom nível mundial. Temos o melhor minério do mundo e queremos deixar de ser exportador deste minério para estar processando ele aqui, através de um pólo siderúrgico no município.

Como está a negociação para a implantação destas três empresas? Temos a EBX com licença ambiental conseguida, que já está pronta para fazer a instalação dos maquinários já numa primeira fase. Nesta vertente de investimentos Corumbá está caminhando com projetos muito bons.

Os investimentos da Rio Tinto esbarram na legislação que proíbe a instalação de empresas estrangeiras na região de fronteira. Como o Congresso Nacional está trabalhando para ajudar a cidade a conseguir facilitar esta permissão? Estamos participando de um protocolo de intenções do governo brasileiro junto com a Rio Tinto, que foi assinado durante um ato em Campo Grande, determinando compromissos para ambas as partes. A Rio Tinto trabalha num estudo implantação do pólo em Corumbá, analisando desde questões de impacto ambiental bem como socioeconômicas. Em contrapartida, o governo brasileiro faria estudos de encaminhamento para que a legislação permitisse o investimento da empresa multinacional devido a esta questão de fronteira.

O senhor considera que esta demora do governo brasileiro em dar uma posição sobre as mudanças da lei pode inviabilizar o projeto da Rio Tinto? Esta é uma legislação bem antiga, anterior a atual Constituição Brasileira, sendo que alguns técnicos entendem que ela nem está mais em vigor. Entretanto, a Rio Tinto quer superar antes este empecilho para que possa investir com segurança. Entendo que o governo federal deveria andar um pouco mais rápido, devido ao momento mercado. Hoje Corumbá está no “boom”, no momento em que muitas empresas estão interessadas em se instalar aqui. Acho que teríamos que aproveitar isto, pois se passar muito tempo pode ser que mais a frente surja outro local em potencial, mas por enquanto Corumbá é a cidade em potencial para isso, pela qualidade do minério de ferro que já foi comprovada mundialmente.

Como está a situação deste impasse no governo federal? A mudança da lei teve parecer positivo do Ministério de Minas e Energias e já está no gabinete presidencial, onde deve ser elaborado projeto de lei e encaminhado ao Congresso Nacional.

Como a Rio Tinto está cumprindo com sua parte no acordo? A Rio Tinto já está cumprindo com sua parte e já tem até parceiros interessados no processo. A Prefeitura tem uma grande parceira com a mineradora para fazer os estudos, que devem estar prontos no máximo até o fim do ano, ou no início do ano que vem. Essa seria seguramente uma oportunidade de renda a mais para as pessoas do município, devido a geração de renda, pois estaria potencializando maiores oportunidades para a população local.

E sobre a negociação com a Vale do Rio Doce? Há projetos de implantação aqui, mas a sinalização em aumentar investimento é só uma questão de mercado e depende de uma decisão da direção da Vale. Não tem impasse de legislação. Há uma sinalização para ter um aporte da vale aqui, mas está em estudo e tudo bem interno da direção dela. A Vale é uma situação diferente, por exemplo, da Rio Tinto que tem interesse no minério de ferro. Ela tem interesse em minério de manganês, que é outro produto. A Vale tem também interesse em minério de ferro, mas a grande parte é em manganês. O estudo analisa se vale a pena ter o processamento aqui.

Outra questão em potencial de Corumbá está relacionada ao turismo. Como estão os investimentos nesta questão? Uma segunda vocação de Corumbá é a questão turística. Temos o Pantanal, que é um santuário ecológico, e temos que explorar o Pantanal para que ele possa dar retorno financeiro ao município. Hoje temos o turismo de pesca como uma prioridade bastante consolidada, com processo muito amplo de divulgação perante outros estados do País, principalmente São Paulo. Agora estamos passando para a diversificação do setor, incluindo o turismo ecológico agregando valor à economia local. Também estamos construindo o Centro de Convenções da cidade, além da organização de eventos que visam evidenciar a cultura da população da cidade.

Um destes eventos é o Festival Pantanal das Águas. Como está a organização? O evento vai ser de 9 a 15 de outubro. Vamos estar aproveitando para potencializar a questão do Pantanal e da pesca, mas principalmente com atrações de dança. Segundo os organizadores do evento, este deve ser o maior festival de dança em espaço aberto no Brasil. Vamos evidenciar a questão do samba, já sinalizando para outro evento que é nosso Carnaval.

Além do turismo direcionado para a pesca, o senhor disse que a atual administração avalia potencializar outros setores. O que já está sendo realizado? Queremos salientar o turismo histórico, pois a cidade tem muitas atrações também do ponto de vista cultural. O turismo de pesca já está bem consolidado, já tem seu público estamos só fazendo sua consolidação. Estamos agora diversificando outros setores, como a questão de eventos históricos e contemplativos, sendo que desta forma mostramos que também temos atrações para atrair outros turistas. Vários estudos neste sentido estão sendo realizados pela Secretaria de Turismo.

A Prefeitura colabora com a população na questão de capacitação para atuar na área do turismo? A gente criou a Secretaria de Turismo para fazermos diagnósticos das perspectivas do turismo daqui e passar isto para o processo de capacitação. Estamos fazendo cursos através de parcerias com o Sebrae para que nosso empresariado tenha essa dinamização e trazendo uma repercussão positiva para o setor.

No aniversário da cidade, o senhor pretende lançar algumas obr

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