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Mulheres correrão mais rápido que homens em 2156, diz estudo

30 Set 2004 - 11h01
As mulheres deverão correr os 100 metros rasos mais rápidas do que os homens nos Jogos Olímpicos de 2156, segundo uma pesquisa anunciada nesta quarta-feira.

Se as projeções dos cientistas na Universidade de Oxford, na Inglaterra, estiverem corretas, as mulheres farão um tempo de 8s079, contra 8s098 do homem mais rápido. O recorde mundial hoje é de 9s78.

"Existe uma forte tendência de que homens e mulheres melhorem, mas as mulheres melhoram em uma frequência mais rápida..." disse Andrew Tatem, um epidemiologista da universidade.

O velocista norte-americano Justin Gatlin conquistou o ouro nos 100 metros rasos na Olimpíada de Atenas neste ano com um tempo de 9s85 e Yuliya Nesterenko, de Belarus, venceu entre as mulheres, com 10s93.

Os tempos vencedores na prova para ambos os sexos diminuíram desde a Olimpíada de 1900, em Paris, por conta da maior preparação dos atletas, técnicos mais aptos e dietas mais eficientes.

Tatem e seus colegas estudaram os tempos vencedores da final olímpica masculina e feminina nos últimos 100 anos. A pesquisa deles não mostrou nenhum sinal de que homens ou mulheres tenham chegado a seu máximo.

Ao fazer uma projeção para a Olimpíada de 2008, em Pequim, os pesquisadores estimam que uma mulher possa vencer a prova em 10s57 e os homens em 9s73. Os cálculos deles, publicados na revista Nature, mostram as projeções de forma linear até 2252.

"As linhas (representando os melhores tempos entre homens e mulheres) se cruzam pouco antes da Olimpíada de 2156", afirmou Tatem.

Mas ele completou que a análise não incluía influências que poderiam causar distorções, como a precisão do cronômetro, as variações do clima, os boicotes nacionais ou o uso de estimulantes legais ou proibidos.

Quanto às substâncias ilegais influenciarem os tempos de homens e de mulheres ainda é desconhecido. De acordo com alguns especialistas, o uso de drogas pode explicar por que os tempos das mulheres melhoraram mais rápido do que o dos homens, particularmente desde que eles ficaram mais devagar, por conta da introdução de exames antidoping, de acordo com Tatem. Mas ele não encontrou evidências para apoiar isso.

Outra explicação para a diminuição do tempo entre homem e mulher é que o sexo feminino não tem competido nos 100 metros há tanto tempo quanto os homens.
 
Folha Online

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