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Mulheres assumem as “duas rodas” em MS

28 Jan 2010 - 07h00Por Dourados Agora

Uma pesquisa realizada entre nove Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) no país, revela que aumentou o número de mulheres que assumiram os guidões das motocicletas, deixando de ser apenas passageiras dos homens. 
O crescimento varia de 20% a 35,7%, e apenas o Estado de Mato Grosso teve uma queda de 22,4%. De acordo com a Associação Brasileira de Educadores do Trânsito (Abetran), é cada vez mais comum encontrar uma motociclista pelas ruas do país, seja por diversão ou por trabalho.
Em Mato Grosso do Sul, o Detran emitiu 110 mil habilitações para motociclistas femininas em todas as categorias em 2009, contra 90,7 mil registros em 2008. No Estado, o aumento do número de mulheres sobre duas rodas foi de 21,1%. A participação delas no trânsito sul-mato-grossense passou de 14%, em 2008, para 25% no ano passado.
A jornalista douradense Danielly Mattos, 25 anos, diz que pilota motos desde os 19 anos. Já sofreu três acidentes e, apesar disso, não tem medo de “encarar” as duas rodas. Todos os acidentes que ela sofreu envolveu carros. Ela garante que estava certa e que foram os carros que avançaram a sua preferencial. “Sei que a moto não é um veículo seguro, mas é muito mais prático, tanto pela economia como para agilidade”, assegura.
A universitária Juliane Coelho Hernandes, 22 anos, reconhece que muitas vezes enfrenta o machismo pelas ruas, principalmente quando se trata de motocicletas. “Eles acham que sabem mais, mas são os que mais se envolvem em acidentes; as mulheres são mais atenciosas no trânsito”, comenta Juliane, que pilota há cinco anos e diz que nunca sofreu um acidente.
 Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), existem cinco tipos de categorias de habilitação que permitem aos motoristas dirigir motocicletas e também outros veículos. A mais comum no país é a de categoria AB, que habilita os motoristas para a condução de carros de passeio e motocicletas.
PISICOLOGIA - Para o psicólogo Marcelo Pereira, da Abetran, o aumento da presença da mulher no trânsito, principalmente sobre duas rodas, pode significar a redução de acidentes ou de situações agressivas nas ruas. “As mulheres estão modificando seus comportamentos e por isso aumentam as alternativas de locomoção, usando carros de passeio, veículos de carga e até mesmo os coletivos. Elas têm menos iniciativa e são mais defensivas ao volante. Isso é mais seguro”, garante.
Pereira afirma que o motorista masculino deveria adotar o comportamento feminino nas ruas. “Morrem mais homens do que mulheres no trânsito porque acho que a maneira como as mulheres se comportam ao volante não é absorvida pelos homens”, frisou. (Com informações da assessoria do Detran-MS).
 

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