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NOVA ANDRADINA

Mulher denuncia assédio em mercado de Nova Andradina

23 Nov 2009 - 07h28Por Anaurelino Ramos / Diário MS

Após um ano e oito meses trabalhando sob pressão a trabalhadora E.B.A, de 29 anos, solteira, mãe de uma filha, acusou formalmente no Ministério Público Estadual (MPE), o seu ex-companheiro de trabalho que será identificado apenas por A.T, de ser o autor dos assédios sexuais e morais qual ela foi vítima durante esta temporada.
E.B.A, moradora em Nova Andradina, contou à reportagem que trabalhou em um supermercado da cidade e bastou ser admitida, para passar a ser assediada por A. T., qual era seu encarregado direto, de diversas formas e vezes.
A mulher disse que o seu encarregado lhe agarrou por diversas vezes forçadamente, fato que levava a mesma a reprimir os assédios resultando em discussões entre ambos no interior do setor de fabricação de pães do supermercado.
“O assédio durou durante todo o tempo em que trabalhei no supermercado, nunca tive coragem de denunciar por conta do medo de ficar desempregada, e também prejudicar ele, mas isso me resultou em complicações com a minha saúde”, disse E. B. A. à reportagem.
A vítima passou então a ter problemas de saúde, como depressão pânico dentre outros distúrbios, sendo necessário tratamento, fato que prejudicou o seu desempenho profissional dentro da empresa.
Os problemas se agravaram após a mesma ter que tirar uma licença para acompanhar o tratamento de sua filha, que teve a duração de 10 dias, quando então no retorno acabou sendo comunicada da demissão, sem justa causa.

DIFICULDADES

Desolada em sem o emprego E. B .A., buscou amparo junto à Delegacia da Mulher, onde afirma que não conseguiu registrar o boletim de ocorrência por assédio sexual no trabalho, fato ocorrido no dia 10 deste mês no período vespertino.
Contou disse à reportagem que um agente lhe disse que não tinha como registrar a ocorrência devido ao fato da mulher não saber o endereço do acusado assim como o nome de sua mãe.
A medida, segundo declarou o agente à mulher seria de evitar que o acusado do assedio fosse notificado em seu ambiente de trabalho o viria a lhe prejudicar junto à empresa. ssim a sua saída foi procurar o Ministério Público, que imediatamente lhe deu orientações e tomou suas declarações no dia 12 deste mês.

OUTRO LADO

A reportagem procurou na manhã de quinta-feira o proprietário do supermercado qual segundo a denunciante ocorreu os assédios assim como os demais fatos. Por telefone, o empresário rebateu as acusações, dizendo que seria difícil ocorrer assédio sexual em um ambiente em que trabalham três mulheres e quatro homens.
O empresário assegurou que o motivo que levou à demissão de E. B. A., foi por conta do grande número de faltas dela ao serviço e precisou da assessoria jurídica para quitar as obrigações trabalhistas com a ex-funcionária.

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