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MS tem o melhor setembro em geração de empregos em 10 anos

15 Out 2009 - 10h56Por Notícias.MS

Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (14) revelam que Mato Grosso do Sul teve um saldo de 2.238 contratações formais no mês passado. Na série histórica, esse foi o melhor setembro dos últimos dez anos em relação a vínculo empregatício com Carteira de Trabalho assinada.  “Um ritmo como esse só tivemos em setembro de 2008, quando a economia do estado estava em franco crescimento, e mês em que, não fosse a crise, o mercado de trabalho extrapolaria os resultados gerais de 2006”, explica o coordenador do Observatório Estadual do Trabalho, o sociólogo e economista Conrado Pires de Castro.

 

 

        Analisando os dados do Caged, Castro destaca o fato de, embora o saldo geral ainda ser tímido, estar ocorrendo uma recuperação firme e sustentável, em setores como a construção civil, indicando claramente uma tendência de reversão, graças também ao início das ações do pacote de obras do governo do Estado. No acumulado dos últimos 12 meses, esse setor teve variação de -13,98%, mas na análise dos nove primeiros meses deste ano, o índice negativo já recuou para -2,99%, e, especificamente em setembro, a boa notícia: variação positiva, de 0,30%, resultante de 63 contratações a mais que demissões.  

 

 

         Destaques

 

 

        No mês de setembro, a agropecuária foi a atividade econômica que liderou o bom desempenho, com variação de 0,82%, resultado das 3.273 contratações contra 2.720 desligamentos. O comércio varejista vem em segundo lugar. Em terceiro aparecem os serviços, “em especial os transportes e comunicações”, aponta o coordenador do Observatório. Essas três atividades, somadas a cinco setores da atividade industrial – têxtil; metalúrgico; borracha, fumo e couro; alimento e bebida; e calçadista – formam os oito grupos produtivos de destaque na empregabilidade durante o mês.

 

 

        Os serviços médicos também abriram significativos postos de trabalho, o que demonstra, conforme Castro, que não só os empregos de base, como também aqueles de melhor remuneração, empregaram. “E fechando um grupo de dez destaques, vem a indústria de madeira e mobiliário, que contratou 66 trabalhadores, quando antes vinha passando por uma retração”, cita.

 

 

         Acumulado do ano

 

 

        Somando todas as atividades econômicas, Mato Grosso do Sul acumula desde janeiro 16.884 empregos formais, um crescimento de 4,55% até agora. “Os novos vínculos celetistas dos três primeiros trimestres colocam o estado entre os dez com maior incremento”, comemora Conrado Castro, apontando que o total de pessoas regularmente empregadas com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) chega a 388.054. “São trabalhadores que estão estabilizados, com cobertura social, ganhando não menos que o salário mínimo, com seus direitos plenamente assegurados”, destaca.

 

 

A agropecuária é, de longe, a atividade com maior crescimento (8,87%), mas essa situação deve mudar ao longo dos próximos meses porque as admissões variam conforme os períodos das safras, explica Conrado Pires Castro. Alimentos e bebidas (Indústria); Transporte e comunicação, e serviços médicos (Serviços) que foram destaque em setembro, também têm essa posição no acumulado dos três trimestres. Também contribuíram com a atividade de “Serviços”, os grupos Alojamento, Alimentação e Manutenção de Logradouros – que põe trabalhadores, por exemplo, em bares, restaurantes, hotéis -, e Ensino.

 

 

        Para Conrado Castro, Mato Grosso do Sul acompanha o ritmo nacional de retomada da economia e, conseqüentemente, dos empregos. “O Brasil pós-crise atingiu 252.617 vínculos de empregos formais, ou seja, quase batendo o resultado de todo o ano de 2008”, avalia o especialista.

 

 

        Os sinais de normalidade, ele lembra, já começaram a surgir em maio e estão se mantendo. Embora o mês de julho tenha apresentando um saldo ligeiramente negativo, o fechamento do terceiro trimestre permite uma análise otimista e de recuperação.

 

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