Menu
SADER_FULL
sábado, 31 de outubro de 2020
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
JUNINHO DENTISTA NOVO
Brasil

MS tem 3ª maior população juvenil negra que só trabalha

15 Jul 2004 - 07h14
Alvo da miséria e da discriminação herdada pelos anos de escravidão da raça negra no Brasil, o jovem negro de Mato Grosso do Sul ocupa o terceiro lugar em pesquisa do Instituto Cidadania, de São Paulo, que levantou o número de adolescentes que apenas trabalham em todo o País. O estudo, chamado Projeto Juventude, verificou que na faixa etária dos 15 a 17 anos, 18,3% dos jovens negros do Estado se dedicam exclusivamente ao trabalho. Enquanto os brancos adolescentes ocupam 12,2%.
O Espírito Santo apresentou o pior quadro de desigualdade com 19,7% aos negros e 8,1% aos brancos. O Acre ficou em segundo com 18,8% para 12,5%. O Projeto Juventude se baseia em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foi desenvolvido no ano passado, quando foi entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele aponta maior vulnerabilidade da população jovem negra em relação ao mercado de trabalho e educação. Essa população está mais exposta ao risco da desestruturação familiar, do desemprego e da violência devido à grande parcela excluída dos direitos básicos de cidadania.
A coordenadora estadual de Políticas de Igualdade Racial, Ana Sena, diz que a pesquisa retrata exatamente a situação do Mato Grosso do Sul. Segundo ela, são inúmeros problemas identificados nacionalmente e repetidos no Estado. A miséria e discriminação racial que resultam dentro das escolas na evasão dos alunos negros adolescentes são apontados como realidades locais.
“O aluno é alvo de piadas, de chacota e chega a ser excluído da roda de estudos e da preferência até da professora”, disse a especialista. Para Ana Sena, as áreas urbanas estão desprovidas de políticas públicas que possam mudar o quadro.
O auxiliar de mecânica é um exemplo. Ademir Chagas, de 23 anos, diz ter sofrido racismo no começo da vida escolar. Mas, o que o afastou da escola foi a vontade de trabalhar. "Hoje, quero ser eletricista", diz.
“Nas áreas rurais como Furnas do Dionízio e Furnas de Boa Sorte, temos construídos salas de aulas, bibliotecas e também os programas sociais como Bolsa Escola e Programa de Segurança Alimentar”, comparou. Diante do quadro de exclusão, a coordenadora estadual acredita que a Sejel (Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer), criada este ano pelo governo estadual, possa desempenhar um papel importante para reverter os índices. “Juntos com a Secretaria vamos criar programas de superação das desigualdades sociais”, completou.
 
Campo Grande News

Deixe seu Comentário

Leia Também

TENTATIVA DE ESTUPRO
Vídeo mostra empresário assediando jovem na entrevista de emprego
PANE EM AVIÃO
'Sobrevivemos só com a água chuva', diz cantor de MT que ficou 24 dias na mata
PANDEMIA AINDA NÃO ACABOU
Pandemia avança e MS registra 555 novos casos de Coronavírus em apenas 24h
INCÓGNITA
Governo ainda não definiu como será o 13º de quem teve corte salarial
ANTICORPOS
Bebê nasce com anticorpos contra covid-19
Vítima contou violência sexual para a tia ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Idoso é denunciado por estuprar filha de amigos e a enteada
FENÔMENO DA NATUREZA
Evento raro: Lua Azul poderá ser vista no Dia das Bruxas
AUXILIO POPULAÇÃO
Caixa deposita auxílio emergencial nesta 5ª feira para nascidos em novembro
FOI MAL
Bolsonaro recua e revoga decreto que facilita privatização dos postos do SUS
90% RECUPERADOS
Brasil tem 158,4 mil mortes por covid-19 desde início da pandemia