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MS Canta Brasil terá gingado carioca de Fernanda Abreu no domingo

31 Mar 2011 - 10h14Por Tv Morena
O primeiro MS Canta Brasil deste ano terá a cantora Fernanda Abreu neste domingo (3), às 17h30, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. O show será aberto pela cantora do Estado Marina Dalla e a entrada é gratuita.

Além de Fernandinha, o show tem a participação especial do cantor e ator global Serjão Loroza, muito conhecido pelo público por sua faceta humorística. Serjão tem uma ligação forte com a música. Ainda adolescente, ganhou um violão e começou a tocar na banda da Igreja Santo Sepulcro, no bairro de Madureira (RJ), onde nasceu e cresceu. Serjão participou de dois grupos vocais (Coral Grafado e Equale), da banda Sindicato Soul e XL, onde cantava hip hop, até chegar ao Monobloco em 2000.

Em 2006, Loroza resolveu investir na carreira solo, já em 2007 lançou o álbum MPB – Música Brasileira de Pista. Agora, voltando às raízes, Serjão reuniu instrumentistas de diferentes escolas de samba do Rio para formar a banda Us Madureira.

Fernanda Abreu

Fluminense de nascimento vascaína de coração, Fernandinha Abreu é filha de mãe carioca e pai português. Carrega em sua arvore genealógica, ainda, a descendência negra e indígena. Fernanda se considera retrato da miscigenação brasileira.

Fernanda teve uma infância tranquila, filha de família de classe média, sempre estudou em escola pública, por princípio dos pais, o que refletiu na diversidade dos amigos. Desde criança viveu em ambiente musical, um casal de amigo de seus pais tinha um grupo chamado “A Patota”, em que seu pai, Armando, tocava cuíca e Vera, a mãe, cantava e tocava Ganzá.

O tempo passou. A Blitz, banda-escola de Fernanda Abreu, se desfez de sua formação original. 21 anos se passaram desde o lançamento de “Sla Radical Dance Disco Club” (1990), primeiro disco solo. O álbum desligava a cantora da linguagem POP-performance-deboche-diversão da Blitz e fechava foco nas pistas de dança.

A música tem uma identidade forte, um estilo próprio. As letras, cheias de citações ao cotidiano carioca, vincularam o trabalho da cantora à sua cidade. Ela chegou a ser chamada de “Embaixatriz do Funk” pelo jornalista Silvio Essinger, pois não é de hoje que Fernanda faz funk. Em seu primeiro disco solo, de 1990, já constava a presença de scratches do DJ Marlboro em suas músicas.

Marina Dalla

Marina Dalla trabalha com música há mais de dez anos nos bares de Campo Grande; apresentou-se em projetos como Cena Som, Som da Concha, Festival América do Sul, Sesc em Cena ente outros, além de ter um CD solo feito com recursos do Fundo de Investimentos culturais (FIC/MS).

A jovem Marina possui uma sonoridade, que segundo jornalistas de Mato Grosso do Sul, está na mesma linha de Maria Gadú e Fernanda Takai. Dalla foi elogiada por seu trabalho por artistas de renome nacional como a própria Maria Gadú, Seu Jorge e Roberta Sá, com quem Marina dividiu quarto no Reality Show “Fama” da Rede Globo de Televisão.

Toda essa sonoridade de Marina tem a ver com sua estada em Mato Grosso do Sul, Estado que aprendeu a amar, e que teve oportunidade de conhecer e aprimorar seus dotes musicais com ícones de nossa cultura, como Geraldo Rocca, Geraldo Espíndola e Paulinho Simões.

*Com informações da Fundação de Cultura de MS

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