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Mosca do chifre traz prejuizos ao produtor

8 Jul 2004 - 09h55
As moscas da espécie Haematobia irritans, conhecidas como moscas-do-chifre, são insetos hematófagos e respondem por prejuízos consideráveis à pecuária nacional.
São facilmente reconhecidas pelo modo como posicionam suas asas em repouso, com a cabeça voltada em direção ao solo. Medem de dois a três milímetros de comprimento e afetam principalmente os bovinos.
Elas se alimentam uma a duas vezes por dia, mas permanecem no corpo do animal durante o dia e a noite, causando-lhe constante irritação. As regiões do ventre, cupim e dorso representam as áreas do corpo mais freqüentemente atacadas pelas moscas.
CICLO DA VIDA
Seu ciclo de vida é bastante curto, por volta de oito a 12 dias, na época das águas, e 12 a 30 dias no período da seca, sendo dividido em três fazes: ovos, larvas, pupa e mosca adulta. A mosca adulta vive cerca de 40 dias e, durante sua vida, chega a colocar ate 300 ovos, seu ciclo de vida (período entre postura dos ovos e transformação em mosca adulta) é bastante reduzido na época das águas, de novembro a março, pois neste período ela encontra condições favoráveis de umidade e temperatura para sua multiplicação, favorecendo assim as altas infestações. No período mais seco do ano, ou seja, de maio a outubro, devido a falta de umidade e temperaturas baixas, a infestação é menor.
As formas adultas permanecem sobre o bovino a maior parte do tempo. Deixam o corpo do animal apenas para fazer a postura dos ovos nas fezes dele próprio.
Os ovos e larvas necessitam de umidade para sobreviver. Por isso é necessário que a postura seja feita nas fezes frescas, para completar o ciclo, que inclui o estágio de pupa antes de atingir a fase de inseto adulto. A maior forma de disseminação é o próprio animal, que carrega as moscas para onde vai.
PREJUÍZOS
Os prejuízos causados pela mosca-do-chifre são o comprometimento do desenvolvimento e a redução de seu peso.
A irritação dos animais e a perda de sangue, em casos de infestações elevadas, os enfraquecem de tal modo que ficam expostos a outras doenças que podem levá-los à morte.
O enfraquecimento do couro, causado pelo ataque das moscas, facilita igualmente a ação de outros parasitas externos. Infestado por cerca de 400 moscas, um bovino chega a perder 40% de sua capacidade de produção. Ainda, segundo trabalhos realizados pelo pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Ivo Bianchin, uma infestação de 500 moscas em um animal adulto significa a perda de:
- redução no ganho de peso em até 10 %;
- redução na taxa de prenhez em até 15 %;
- redução na produção de leite em até 15 %;
- diminuição da libido dos touros.
TRATAMENTO
E CONTROLE
Os sistemas de controle da mosca-do-chifre são os mais variados: mosquicidas à base de piretróides e organofosforados, “sprays”, sacos de pó, produtos “pour on”, brincos inseticidas e armadilhas.
Os piretróides são recomendados para uso em maio, e os organofosforados em novembro.
Eventuais tratamentos nos períodos de chuvas, caso a infestação média de moscas por animal seja de 200 ou mais, devem ser feitos com piretróides.
Importante: soluções caseiras para o controle, de parasitas não produzem efeitos satisfatórios.
Cláudio Xavier.
 
Diário do Campo

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