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Brasil

Missão do BRDE discute financiamento da expansão de ferrovias

19 Fev 2010 - 17h37Por Diário MS
Um grupo de economistas dos escritórios regionais do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul está fazendo o reconhecendo das instalações e das linhas da Ferroeste para dar início à discussão sobre os financiamentos dos projetos de expansão da empresa.

Os economistas Nelson Sofiatti e Marcos Agostino (PR), Francisco Melo de Aquino (SC) e Lauro Nestor Renck (RS) visitam nesta sexta-feira (18) os terminais da Ferroeste em Cascavel e Guarapuava. Ontem pela manhã, os técnicos tiveram uma reunião com o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, na sede da empresa, em Curitiba, para conhecer o projeto, e no período da tarde foram ao Porto de Paranaguá.

Nelson Sofiatti, Francisco Aquino e Lauro Renck foram os indicados pelo BRDE para participar do Grupo de Trabalho designado pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) para elaborar a proposta de criação da Ferrosul, em reunião dos governadores no dia 18 de novembro de 2009 em Campo Grande (MS).

Para Samuel Gomes, ¨a Ferrosul, o BRDE e a Companhia de Desenvolvimento do Extremo Sul, em fase de criação, serão entidades coirmãs atuando em favor do desenvolvimento econômico, social e ambiental da região do Codesul¨. Segundo ele, ¨através da ação concertada das referidas instituições públicas, em parceria com o nosso pujante setor privado, o Sul do Brasil, o Mato Grosso do Sul e o Paraguai darão um salto de produtividade que resultará da revolução logística que será promovida pela redução drástica dos custos de transporte pela Ferrosul, através de suas novas linhas em bitola mista – larga e métrica, com três trilhos - e de sua gestão moderna, eficiente, lucrativa e focada na industrialização do interior e na preservação da vida neste rincão do Planeta¨, disse Gomes.

¨Os técnicos estão aqui para conhecer a Ferroeste e sua interface com o Porto de Paranaguá, que é imprescindível para a economia da região¨, explicou o economista Nelson Sofiatti. Segundo ele, a visita técnica servirá também para conhecer as instalações dos terminais de Cascavel e Guarapuava e avaliar a importância da ferrovia para empresas e cooperativas da região.

“Com a ampliação da malha da Ferroeste, vamos ter aumentada a influência do Porto de Paranaguá”, segundo Sofiatti, para quem o acesso ao porto atualmente é muito limitado. “A nova malha da Ferroeste”, avalia, “vai ampliar e trazer um fluxo de cargas de forma mais eficiente, barata e com ganhos ambientais”. Segundo o economista, o projeto da ferrovia beneficiará ¨toda a interlândia do porto, que é o Paraná inteiro, o Nordeste e Oeste catarinense, o Paraguai, o Mato Grosso do Sul e parte do Estado de São Paulo”.

Lauro Nestor Renck, economista do escritório gaúcho do BRDE, destacou a qualificação dos técnicos da Ferroeste e do porto e explicou que a razão da vinda do grupo “tem a ver com a perspectiva de expansão dos projetos da Ferroeste e integração de sua malha com a malha do resto da região Sul e do Brasil”. Segundo Renck, a expansão da Ferroeste “é um projeto de extrema importância para a região e estratégico para o Paraná, inicialmente, e para os demais estados que serão impactados favoravelmente pela expansão”.

O economista Francisco Melo de Aquino, do escritório do BRDE catarinense, um “entusiasta de projetos ferroviários”, disse que pessoalmente “acredita no projeto apresentado pela Ferroeste, que é muito favorável para a região” e “que o projeto merece apoio porque é tecnologicamente bem elaborado, com perspectiva de vir a superar os principais gargalos logísticos e o excesso de passagens de níveis” observados nas ferrovias brasileiras.

Uma das alternativas para a captação de recursos para a expansão, segundo os técnicos da Ferroeste e do BRDE, seria o lançamento de debêntures, vinculados ao valor do capital da empresa, abrindo a possibilidade da compra por parceiros como o BRDE e o BNDES. Durante as conversas, a possibilidade de realizar o projeto com recursos orçamentários próprios dos quatro estados e de novos sócios foi aventada pelo BRDE, que também pode fazer financiamentos complementares de locomotivas, vagões e instalações ferroviárias e de intermodalidade.

Os economistas do BRDE também deram ênfase ao papel da Ferroeste em promover a discussão pública das necessidades logística do Sul do país, o que culminou com a proposta de criação da Ferrosul. “Temos que ultrapassar o mais rapidamente possível a fase atual da nossa economia, centrada perigosamente na exportação de commodities. Somente com uma nova logística podemos industrializar o interior do país. No sul do Brasil, a Ferrosul nasce para colaborar com este objetivo, vocação e destino nacional”, ressaltou o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

“Para isso, esperamos que o Tesouro Nacional, o BNDES e os fundos de pensão federais, ainda hoje tão generosos com os monopólios ferroviários que resultaram da malfadada privatização da era FHC, toda ela bancada pelo BNDES, não fechem os olhos e os ouvidos a esta nascente empresa pública regional e seu projeto redentor para o desenvolvimento do país e da América do Sul”, completa Gomes.

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