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Ministério do Esporte dá dinheiro para 40 estádios

18 Mar 2011 - 09h12Por Folha Esportes

Sob a gestão de Orlando Silva Jr., o Ministério do Esporte gastou com a reforma ou a construção de 40 estádios públicos pelo Brasil.

 

É o que mostra levantamento da Folha em todas as cidades que receberam, em cinco anos, mais de R$ 500 mil no programa Esporte e Lazer na Cidade. Alguns projetos são apresentados por parlamentares, mas é a pasta que autoriza o projeto.

 

Em relação ao investimento federal em arenas da Copa de 2014, o ministro sempre se mostrou contra. Mas a pasta investiu cerca de R$ 70 milhões em estádios que estão fora do Mundial, média de R$ 1,75 milhão em cada um.

Entre os estádios que receberam dinheiro, há projetos grandes, como o do Machadão, em Natal, que se tornou um exemplo de desperdício do dinheiro federal.

O Ministério do Esporte repassou, em março de 2007, R$ 3,46 milhões para a arena, cuja reforma custou um total de cerca de R$ 17 milhões.

 

Em outubro daquele ano, Natal foi incluída como candidata a sede no projeto do Brasil para receber a Copa.

 

O plano da cidade envolve a demolição do Machadão e a construção da Arena das Dunas. A derrubada do antigo estádio está prevista para o final do Estadual-2011, provavelmente em maio.

 

"Infelizmente, esse recurso foi inútil. Sei que há dez anos a prefeitura tentava fazer o trabalho, mas a verba só chegou naquela época", declarou o secretário especial da Copa no Rio Grande do Norte, Demétrio Torres.

 

O secretário não quis comentar se a decisão da prefeitura e do ministério de investir no Machadão foi equivocada. Disse que não estava presente na administração pública naquela época.

 

Atualmente, o Machadão tem capacidade para 26 mil pessoas e vem sendo utilizado por América e Alecrim, ambos da capital potiguar.

 

"Não tem sido preenchido. Em jogos como ABC x América ou em partidas da Série B, dá público de 15 mil a 20 mil. Mas o normal é ter uns 5.000", disse o presidente da federação do Rio Grande do Norte, José Vanildo da Silva.

 

A partir de maio, após a demolição, esses times terão de jogar no Frasqueirão, cujo dono é o ABC, ou no Juvenal Lamartine, da federação.

 

Há outros projetos menores do ministério, como estádios em municípios de população pequena. Casos de Jaborandi (SP), com 6.592 habitantes, e Sandolândia (TO), com 3.326 habitantes.

 

Nenhuma das 40 cidades tem times na Série A do Brasileiro. Uma minoria tem equipes na Série B do Nacional.

 

Isso não impediu o ministério de torrar R$ 11,9 milhões na Fonte Luminosa, em Araraquara, arena mais cara bancada pelo ministério nos últimos cinco anos.

 

O programa tem outra opção, afora investir em arenas: gastar com instalações para a prática de esporte da população, como quadras e praças.

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