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Brasil

Menino de 3 anos pesa 50 quilos na Bahia

12 Abr 2007 - 15h25

Além do caso de Mateus Souza do Carmo Araújo, que tem 1 ano e 3 meses e pesa 23 quilos, um outro caso de obesidade infantil tem provocado comoção no interior da Bahia. O menino Michael Dourado Ribeiro, de 3 anos, mora na cidade de Côcos, pesa 50 quilos e não consegue emagrecer.

 

Segundo a mãe de Michael, a lavradora Mireide Rodrigues Dourado, de 24 anos, o menino já passou por médicos, mas ela não tem condições financeiras para comprar os medicamentos.

 

Mireide contou ao G1 que o filho sempre esteve acima do peso. "Ele nasceu com 3,650 quilos, de parto normal. Com 8 meses ele estava com 16 quilos. Só amamentava, mas comecei a ficar fraca e passei a dar sopinha quando meu filho fez seis meses", disse.
 
Ela levou o filho ao Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (Cedeba), em Salvador, no começo do ano. Os médicos fizeram a avalição preliminar e encaminharam o menino para o Hospital das Clínicas da capital baiana. A assessoria de imprensa do HC informou que o diagnóstico de Michael não será divulgado.

 

"Eles me passaram o resultado dos exames em fevereiro, mas só sei que ele tem problema em uma glândula. Acho que tem problema endócrino", disse a mãe. "Meu filho já está com problemas ortopédicos e fica a maior parte do tempo sentado. Ele não agüenta andar e fica deitado no chão", contou Mireide.


 Fome incontrolável

A mãe de Michael disse que não tem como seguir a dieta recomendada para o filho pelos médicos do Hospital das Clínicas de Salvador. "Ele tem de tomar leite para fortalecer os ossos, mas só dou quando tenho como comprar." 

Michael sofre para dormir. "Ele dorme pouco e acorda com fome. Os médicos disseram que não posso dar nada nesse horário para ele comer. Sinto uma dor no coração porque quero que ele emagreça."  

A criança não consegue usar sapato nem roupa, porque tudo o incomoda, segundo a mãe.

 

 Alimentação

Mireide disse que segue como pode a dieta prescrita pelos médicos. "Dou leite no café da manhã, quando tenho, e quatro bolachas. Normalmente é só café. No lanche, ele toma suco e come uma bolacha."

No almoço, Michael come apenas arroz e feijão. "Carne seca sem gordura e verduras só quando tenho como comprar. No lanche, dou suco. No jantar, um pouco de sopa, quando o povo dá. Se tenho, dou um pouco de comida mesmo. Antes de dormir, ele  toma um suco", disse Mireide.

 

 Problemas sem fim

A lavradora disse que Michael também sofre com alergias. "Ele fica muito assado e com feridas no pescoço e nas pernas. Por isso, não usa roupa. Ele sente muito calor também", disse a mãe. 

 

Ela lembra que não consegue acompanhar o peso do filho, pois está sem balança. "Da última vez que o pesei, ele estava com 50 quilos. Não sei o peso dele hoje, pois a balança quebrou e moro na roça. De lá pra cá, não acho que ele emagreceu", disse Mireide.

 

Além disso, a mãe de Michael nunca tratou o filho com os medicamentos que os médicos do HC de Salvador recomendaram. "É tudo muito caro e não tenho como pagar os remédios. Não estou trabalhando no momento."


Mireide disse que só o fato de ter de levar o filho para o médico já é um sacrifício. "Como ele não consegue andar e eu não consigo suportar o peso dele, fica difícil sair de casa. Não tenho carrinho e tenho de carregá-lo nas costas. Tenho outra filha, de 4 meses, e levar os dois juntos é complicado."

 

 

G1

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