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Brasil

Médicos do hospital pedem demissão em Ponta Porã

17 Dez 2009 - 13h57Por Mídia Max
Os médicos que prestam serviço no Hospital Regional ‘Dr. José de Simone Neto’, de Ponta Porã, optaram pelo pedido coletivo de demissão de suas funções na unidade, depois de serem deixados ‘plantados’ aguardando os secretários municipais de Saúde, Josué Lopes e de Governo, Dulce Manosso, que não apareceram para o compromisso e nem teriam justificado.

A informação foi dada ontem pelo presidente do Sindiporã (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Porã), Alci Paim, que esteve no Jornal da Praça para explicar as reivindicações da categoria. A greve dos médicos foi deflagrada por remuneração mais justa e contra a jornada considerada “desumana” à que estão sendo submetidos diariamente, por conta do acúmulo de serviço.

Os atendimentos estão parados e nenhum paciente que não esteja em estado crítico está sendo recebido no hospital regional. Só os pacientes que estão internados estão recebendo atendimento. Esta é a pior crise na área da saúde em Ponta Porã nos últimos dez anos. Os clínicos restantes reclamam que estão tendo de trabalhar de manhã, à tarde e à noite para receber um salário condizente nos plantões.

Por cada plantão os profissionais recebem R$ 500. Eles entregaram uma carta ao secretário de Saúde, Josué da Silva Lopes, reivindicando R$ 700 por plantão. O prefeito Flávio Kayatt (PSDB) teria sinalizado com R$ 600. Os médicos não aceitaram e cruzaram os braços. Por causa disso, foi marcada uma reunião para ontem de manhã entre os médicos e os secretários municipais de Saúde e de Governo.

Mas a dupla dinâmica não apareceu. Segundo Alci Paim, uma nova reunião foi marcada para a manhã de hoje, às 9h, com a presença do prefeito Flávio Kayatt, que até ontem permanecia irredutível em relação às reivindicações dos médicos da fronteira.

SALÁRIOS

O presidente do Sindiporã informou que anteontem, em reunião da categoria, foi lançado um abaixo-assinado deliberando que qualquer benefício que seja concedido aos médicos, deve ser também estendido aos demais servidores do hospital, como administrativos, serviços gerais, enfermeiros, guardas, motoristas, artífices de copa e cozinha, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, bioquímicos, entre outros.

“O Orçamento para 2010 foi votado pela Câmara e não foi aprovado nada relacionado a reajustes salariais para os servidores do município, como havíamos pedido”, disse Paim. Ele garante que o sindicato está para apoiar os servidores. “Só ficou promessa para o ano que vem; queremos plantões e reajuste do salário-base, e vamos esperar até segunda-feira por uma resposta do Executivo”, garantiu.

O sindicalista lamentou que a situação tenha chegado ao ponto em que chegou. Hoje ele deverá participar da reunião dos médicos com o prefeito. “Queremos respostas concretas, não queremos que a população seja penalizada com falta de atendimento

médico no hospital e nos postos de Saúde”, argumentou. A decisão final sobre o pedido de demissão coletiva dos médicos deve sair após a reunião de hoje. 24 HORAS

Outra decisão que terá de ser tomada o mais breve possível é em relação ao Posto 24 Horas do Jardim Marambaia. Considerado pela administração como uma ‘grande obra’, a unidade já padece da falta de médico e de funcionários. Pacientes que precisaram de atendimento durante a noite e de madrugada, afirmam ter encontrado o posto fechado, apesar de, em tese, ter que permanecer aberto 24 horas.

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