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Mato Grosso registra sete assaltos a bancos em um ano e cinco meses

5 Mai 2011 - 06h13Por G1

O secretário de Segurança de Mato Grosso, Diógenes Curado, afirmou nesta quarta-feira (4) que o combate aos violentos assaltos a bancos no interior do Estado, na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”, não pode ser feito por policiais militares dos municípios, mas sim por uma força tática. “Para combater este tipo de crime não podemos usar o policiamento originário, do dia-a-dia, mas sim uma equipe especializada”, disse o secretário, ao saber do último ataque a banco no Estado.

O secretário explica que a força tática será uma equipe treinada e com equipamentos equivalentes aos usados pelos criminosos nos roubos a bancos nas cidades do interior, que possuem menos policiamento. Em um ano e cinco meses, a polícia registrou sete assaltos a bancos em diferentes cidades. O último foi na terça-feira (3), na cidade de Itiquira (359 km de Cuiabá). Atualmente no Estado já existe força tática regional, como a de Rondonópolis (210 km da capital) que deu suporte em Itiquira.

Segundo a polícia, a maioria dos assaltos acontece no começo do mês e os bandidos agem de forma semelhante. Investigações da polícia apontam que os criminosos fortemente armados invadem as agências, rendem os seguranças e fogem em caminhonetes trocando tiros com policiais rumo a outros Estados. No último assalto, em Itiquira, a inteligência da polícia acredita que provavelmente os bandidos fugiram para os Estados de Mato Grosso do Sul e Goiás. As buscas aos assaltantes continuam.

Diógenes informou que há duas semanas o Colégio de Secretários de Segurança dos Estados aprovou a proposta de criação de uma força tática para combater as quadrilhas do "Novo Cangaço", que aterrorizam, além de Mato Grosso, outros Estados do Centro-Oeste. O secretário disse que será feito um convênio para liberar a entrada de policiais de outros Estados para atuar em Mato Grosso contra este tipo de ação criminosa.

O coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), procurador Paulo Prado, concorda que é preciso criar um grupo de trabalho voltado para combater esses criminosos. “Este tipo de crime é praticado por organizações que atuam com inteligência, informação e sofisticação. Para atuar contra, temos que reunir forças, reaparelhar, treinar os policiais e criar uma equipe de excelência”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Arilson da Silva, reclama da falta de segurança dos bancos. Ele diz que hoje os bancos estão à mercê dos assaltantes. “Hoje, os bancários vivem em situação extrema de pânico. Muitos não conseguiram voltar ao trabalho depois dos assaltos”, comentou. Ainda segundo o presidente do Sindicato, no Brasil ao menos 20 pessoas morreram nestas ações, nenhuma em Mato Grosso.

Diante desta situação, o bancário comentou que o Sindicato tem cobrado da Secretaria de Segurança Pública mais policiamento nos primeiros dias de mês quando ocorrem os pagamentos. Reivindica ainda maior divisão das informações entre as inteligências das polícias dos Estados, além de mais investimento em segurança por parte dos bancos. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) ainda não se manifestou sobre o assunto. 

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