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Mãe confessa que teria planejado a morte do filho de 1 ano

23 Mar 2010 - 07h47Por Diário Online
Não fui eu exatamente, mas participei das duas primeiras facadas”, disse a mãe do pequeno Marcos Antônio de Toledo, de 1 ano e 1 mês, morto com oito facadas no início da madrugada desta segunda-feira, 22 de março, no bairro Cristo Redentor, em Corumbá.

Aos 15 anos, a mãe da criança teria planejado o assassinato há uma semana. Ela queria fugir com o namorado Claudinei da Silva Cruz, 19, acusado de dar as outras seis facadas no garoto.

A autoria dela, segundo o delegado Enilton Zalla, que comanda as investigações, é “incontestável”. O namorado nega envolvimento. A Polícia Civil encontrou uma faca escondida dentro da caixa d’água da casa de Claudinei. O instrumento ainda vai ser periciado. O delegado não descarta a participação de uma terceira pessoa. “Seria alguém envolvido com ela, mais ainda estamos apurando”, informou. A Polícia tem dez dias para concluir o inquérito.

Depois de ouvida em depoimento pelo delegado, a acusada foi mantida em uma sala reservada da Polícia Civil e deve ser encaminhada para uma Unidade Educacional de Internação (Unei).

“Ela é muito fria, em nenhum momento, em que esteve comigo, chorou uma lágrima sequer. Mentiu várias vezes”, afirmou o responsável pelas investigações ao comentar o perfil da jovem mãe e acusada pelo crime.

“É uma mãe fria, que muito provavelmente não aceitava o filho. Confirmou e admite que praticou o crime, que participou das duas primeiras facadas”, contou Enilton Zalla. Segundo a garota, a morte do filho facilitaria a fuga do casal. “Era para nós fugir”, disse ela. A jovem, que vestia bermuda; blusa de alcinhas e calçava chinelos – visual bem adolescente – contou à imprensa que inicialmente não aceitava o filho, mas depois “gostava muito dele”.

Ela se calou quando questionada sobre a possibilidade de dar a criança para adoção, ao invés de matar. Em seguida afirmou ter se arrependido pelo que aconteceu com o filho.

Sem motivo

O delegado explicou que não havia motivo para o crime. “Não tem um motivo, o que apuramos é que a criança atrapalharia um pouco na vida dela. É uma jovem de 15 anos, que queria ir embora da cidade e a criança, de certa forma, acabaria dificultando isso”, contou o delegado.

O “possível namorado”, como classificou Enilton Zalla, nega envolvimento. Mas a mãe do bebê diz que ele foi o responsável pelos seis golpes finais na criança. “Ele teve a participação de executar o crime juntamente com ela”, disse o delegado complementando: “estamos apurando todas as possibilidades, não descartamos nenhuma. O que existe é a morte de uma criança, a participação da mãe, de um namorado”, argumentou de forma incisiva. Claudinei permanece preso e as investigações prosseguem.

Zalla explicou que de fato, a garota esteve na festa da sobrinha do pai biológico do filho e decidiu não ir para casa [dela], “porque tinha brigado com a mãe, justamente porque tem um filho, não trabalha”, esclareceu. “A criança foi assassinada num terreno baldio, na alameda Piratininga com Rio Grande do Sul”, disse o delegado. “Ela teria planejado há pelo menos uma semana esses fatos”, afirmou o responsável pelas investigações.

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