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Brasil

Lula diz em entrevista que PSDB não deveria ter candidato

10 Out 2006 - 08h57

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "a única coisa que o candidato do PSDB Geraldo Alckmin sabe fazer é vender coisas. "É uma cultura do PSDB. O PSDB não deveria ter candidato a nada. A única coisa que o partido sabe fazer é vender empresas estatais", atacou Lula durante entrevista à Rádio Bandeirantes.

Lula criticou o adversário em referência ao debate de domingo, quando Alckmin prometeu vender o avião presidencial se for eleito. "Dizer que vai vender o avião mostra a falta de preparo de Alckmin", afirmou.

Lula acredita que os votos que sua campanha ainda não conseguiu serão conquistados no segundo turno. Para ele, os debates e as entrevistas serão úteis para "falar francamente com a classe média".

Lula destacou a crise da agricultura provocada pela seca e pela eleção do preço de alguns produtos no Rio Grande do Sul, onde Geraldo Alckmin (PSDB) teve votação expressiva no primeiro turno. "Criamos o seguro agrícola. Quando houve a crise fizemos um pacote que envolveu R$ 8 bilhões. A nossa política de safra foi de R$ 50 bilhões. Nos quatro anos do meu governo, a média anual de investimento foi de R$ 47 bilhões. No governo passado foi de R$ 27 bilhões".

O presidente propôs uma "revolução na agricultura" a partir da produção do biodisel. Lula disse que nos próximos dias 97 projetos de instalação de usinas de cana-de-açúcar entrarão em funcionamento. Ele pretende incentivar a implementação de motores conversíveis. "Se o motorista quiser colocar 100% de álcool no carro, ele colocal. Ou quiser abastecer com 80% de álcool e 20% de gasolina, ou seja, a pessoa pode misturar os combustíveis", disse.

Lula comentou o programa de concessão das rodovias federais. "Até agora não privatizamos nenhuma estrada. Eu acho que o Estado pode fazer as concessões desde que elas sejam favoráveis ao povo".

Lula disse que não houve esfriamento de sua relação com Evo Morales depois da crise do petróleo. Ele disse ainda entender o posicionamento do boliviano. "Todos os países do mundo que tem petróleo tiveram brigas e nacionalizações. Era visível que um dia a Bolívia iria brigar pelo gás, porque essa é a história deles. Eu não acho ruim que o boliviano brigue pelo seu gás", justificou Lula.

Lula falou que sua campanha estava tranqüila até o caso do dossiê contra políticos do PSDB, de suposta autoria de petistas, vir à tona. Segundo Lula, o envolvimento de petistas foi uma "coisa imbecil". "Por que uma pessoa que está envolvida com a campanha presidencial vai fazer um negócio desse na campanha estadual (de São Paulo)?". O presidente cogitou o uso eleitoral do caso por parte de seus opositores. "Eu acho estranho a TV do meu adversário chegar primeiro que as demais emissoras na cobertura da prisão".

Lula falou sobre reajuste nas aposentadorias: "todo aposentado sério sabe que não é possível um reajuste de 5% nas aposentadorias, porque quebra a Previdência Social". Lula reconheceu que pode ter errado ao falar pouco com a imprensa em entrevistas coletivas. "Mas nunca houve um presidente que fez tantos discursos com a presença da imprensa como eu", finalizou.

 

 

Estadão

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