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Brasil

Leucemia infantil é tratada com sangue de cordão umbilical

5 Jan 2007 - 13h08
Uma menina de três anos, vítima de leucemia, recebeu três anos atrás uma transfusão de sangue de seu próprio cordão umbilical, no primeiro caso em que uma criança com a doença foi sua própria doadora de sangue, revelaram médicos americanos na noite desta quinta-feira.

A menina é agora uma alegre criança de seis anos, graças - segundo os médicos - ao transplante pioneiro que a ajudou a se recuperar da quimioterapia.

Eles também elogiaram a previdência dos pais, que no nascimento decidiram armazenar parte do sangue do cordão umbilical caso fosse necessário mais tarde.

"Existe uma grande probabilidade de que o procedimento tenha salvado sua vida. Está em remissão e tem uma chance excelente de cura", disse Ammar Hayani, oncologista infantil que cuidou da menina no Advocate Hope Children's Hospital de Oak Lawn, Illinois (centro-leste).

Em 2003, a menina foi diagnosticada com o câncer infantil mais comum, a leucemia linfoblástica aguda, e começou um longo tratamento de quimioterapia.

Rapidamente, conseguiu-se a remissão da doença, mas 10 meses depois, o câncer voltou e desta vez se espalhou para a coluna da menina, um desenvolvimento preocupante que revelava que a leucemia era de um tipo especialmente agressivo, que provavelmente não responderia bem ao tratamento, disse Hayani.

Os médicos decidiram, então fazer um tratamento de quimioterapia mais agressivo e de radiação em todo o corpo e logo buscaram formas de substituir o sistema sangüíneo que haviam destruído.

Comumente, teriam que escolher entre transplante de sangue ou de medula de um parente ou doador, mas neste caso, os membros da família não eram compatíveis.

Antes de usar o material de um doador não vinculado à família, com o risco inerente de complicações para toda a vida, os médicos escolheram o polêmico e arriscado método de transplantar o sangue do próprio cordão umbilical da menina, que havia sido congelada e armazenada em um banco de sangue particular desde seu nascimento, em 1999.

"Estávamos em um território inexplorado", disse Hayani. "Não podíamos prever se a operação seria bem sucedida. Não tínhamos dados concretos, mas os pais queriam fazê-lo e por isso o fizemos".

O procedimento era arriscado, porque embora o sangue fosse analisado para se certificar de que não continha células cancerígenas, estas técnicas não são 100% precisas, explicou Hayani. Mas os resultados até agora sugerem que foi uma boa decisão, disse Hayani, em um estudo divulgado na edição de janeiro do Journal Pediatrics.

"Uma recaída parece muito pouco provável neste momento e tem uma excelente qualidade de vida, muito melhor do que se tivesse recebido células-tronco de um doador", concluiu o médico.
 
 
 
 
 
AFP

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