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Leia o artigo “Querer, Poder e Fazer”, por Autenir Rodrigues

5 Mai 2011 - 12h00

Querer, Poder e Fazer

 

No Brasil existem distancias claras entre Querer, Poder e Fazer. Querer é fácil, qualquer um pode querer o que quiser. No entanto, possuir condições necessárias já é outra coisa. Fazer requer quase sempre muita organização, planejamento e seriedade, no mínimo. Nos próximos 5 anos o Brasil vai sediar dois dos maiores eventos esportivos do mundo: Copa do Mundo de Futebol em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016. Até agora parece que o nosso país saiu apenas do estagio “Querer”. Apresentou bons projetos, assumiu compromissos diante do mundo inteiro, venceu disputas difíceis, comemorou e encheu o brasileiro de orgulho. Afinal, quem não gosta de derrotar candidatos como Estados Unidos, Japão e Espanha? Esse foi o primeiro passo, o qual, após concretizado, não se pode voltar atrás, sob pena de nas mesmas proporções do anuncio, ser uma vergonha mundial. No papel, o Brasil deu “garantias” e disse poder arcar com investimentos que garantam a realização destes dois mega eventos, obedecendo cronogramas com prazos rigorosos e tudo mais. A construção ou reforma de estádios, 12 ao todo, é considerado quesito básico, portanto não entra na conta de gastos com infraestrutura, mas nem por isso deverão deixar de receber a maior parte dos recursos diretamente dos cofres públicos, por empréstimos via BNDES. A iniciativa privada terá sua participação, mas tão somente onde ela puder ter retorno garantido que vai além destes eventos. Em sedes como em Manaus-AM, Cuiabá-MT e Brasilia-DF, por exemplo, dificilmente a iniciativa privada vai investir e podem criar verdadeiros elefantes brancos para o pós Copa, com pouca ou nenhuma utilidade, cabendo aos cofres estaduais o ônus de tudo. As atenções estão voltadas também para infraestruturas caóticas que há muito vem gritando saturação e que hoje já precisariam urgentemente ser ampliadas e modernizadas para atender até mesmo a demanda interna, quanto mais na proporção que se espera. Estima-se que somente o Governo Federal deverá investir cerca de 33 bilhões de reais em setores estratégicos como o transporte portuário, rodoviário e principalmente aéreo, além de segurança e saúde, isso apenas para a Copa do Mundo. É lógico que investimentos desta grandeza quando bem aplicados, deixam um legado importante que vai beneficiar a população muito além da realização destes eventos. Até aí tudo certo, pois ninguém duvida do poder dos cofres públicos. O problema é que há algum tempo já entramos no estagio “fazer” e este tem sido o calcanhar de Aquiles. Velhos hábitos do Brasil tem se manifestado e praticamente tudo está fora do cronograma. Estádios que nem começaram a ser construídos, projetos mal elaborados impossibilitando liberação de dinheiro, tramites burocráticos, etc. Tem muita coisa ainda no campo das discussões e uma vez ou outra surgem absurdos como a proposta de se fazer remendos estruturais nos aeroportos. Bem típico do Brasil!  A soma de tudo que já estamos observando e tudo mais que possa surgir nestes 3 anos até a conclusão do primeiro  grande desafio, muita coisa pode acontecer. Acreditar que por ser o país do samba e do futebol garante sucesso na realização de uma Copa do Mundo é querer oferecer apenas Circo, recebendo os turistas com um grande sorriso amarelo. Neste instante, não é exagero ser pessimista diante dos fatos e prever um vexame tupiniquim em terras de Cabral, para o mundo.

Autor: Autenir Rodrigues de Lima

Funcionario Público / Prefeitura de Jateí

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