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Leia o artigo “Leonel Brizola: O Político da Educação”, por Wagner Cordeiro

18 Mai 2011 - 18h20Por Wagner Cordeiro Chagas

 

LEONEL BRIZOLA: O POLÍTICO DA EDUCAÇÃO

Wagner Cordeiro Chagas

No ano de 2009, na cidade de Glória de Dourados (MS), tive a oportunidade de assistir a uma palestra do Movimento Educacionista, proferida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) - um dos maiores defensores da educação no Brasil. Numa das falas do político brasiliense, este declarou que no País o setor educacional nunca foi tratado como prioridade pelos governantes, pois o mesmo não rende votos.

Concordo com a fala do legislador, mas de uma coisa penso que ninguém pode discordar, essa Nação teve sim grandes líderes que fizeram da educação pública uma verdadeira bandeira de transformação social. Um deles foi o saudoso Leonel de Moura Brizola (1922-2004).

Nascido na cidade de Carazinho (RS), Brizola ascendeu à política pelas mãos do ex-presidente Getúlio Vargas. Foi deputado estadual, prefeito de Porto Alegre (1956-1958) e governador do Estado do Rio Grande do Sul entre 1959 e 1963. De 1963 a 1967 atuou como deputado federal pelo extinto Estado da Guanabara. Cassado pela ditadura militar, exilou-se no Uruguai, Estados Unidos e na Europa por mais de 10 anos. Voltou ao Brasil somente após a aprovação da Lei da Anistia, em 1979. Nesse período liderou a criação do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em 1982, elegeu-se governador do Rio de Janeiro, atuou como um dos líderes das manifestações pelas Diretas Já, e concorreu à Presidência da República em 1989, ficando em terceiro lugar. No ano de 1991, assumiu pela segunda vez o governo carioca. Candidatou-se pela última vez a Presidência em 1994, e em 1998 concorreu como candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o pesquisador Claudemir de Quadros, Brizola desenvolveu, enquanto governador do Rio Grande do Sul, o programa “Nenhuma Criança Fora da Escola no Rio Grande do Sul”, iniciativa responsável por uma forte política de expansão do ensino público primário no interior daquela unidade federativa, por meio da criação de mais de mil estabelecimentos escolares. Tais instituições ganharam o apelido de Brizoletas (uma referência ao sobrenome do governador). De estrutura simples, mas embasado num forte ideal, as instituições tinham por objetivo zerar o analfabetismo no interior gaúcho.

Administrando o Rio de Janeiro por dois mandatos (1983-1987 e 1991-1994), Brizola voltou a mostrar seu empenho pela instrução pública ao colocar em prática a implantação do CIEP (Centro Integrado de Educação Pública), popularmente conhecidos como Brizolões, idealizados por seu vice, o antropólogo Darcy Ribeiro.

Esse modelo de escola pública, que recebeu inúmeros elogios, e cuja razão era levar às crianças e jovens uma educação pública de qualidade em tempo integral, acabou sendo copiado por outros gestores que criaram em seus estados e municípios modelos semelhantes (entre eles CAIC e CEU).

Num contexto onde elogiar personagens políticos está cada vez mais difícil, cabe destacar a valiosíssima contribuição que Leonel Brizola deu ao povo brasileiro. Sendo assim, o líder político gaúcho que faleceu há 7 anos deve ser rememorado por sua exemplar conduta política frente aquela que deve ser a prioridade de todo governante e da sociedade em geral, a educação de nosso povo. Que os ideais brizolistas possam servir de inspiração para as autoridades que comandam o País, os estados e os municípios. VIVA BRIZOLA! VIVA A LUTA PELA EDUCAÇÃO E POR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E CONSCIENTIZADA!

 Professor de História em Fátima do Sul-MS, licenciado pela UFGD e fatimassulense da gema. E-mail: wc-chagas@hotmail.com

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