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Leia o artigo “Dias da mulher, dias de atitudes”, por Vander Loubet

7 Mar 2011 - 10h24Por

 

Dias da mulher, dias de atitudes

Vander Loubet - Deputado Federal (PT-MS)

A importância do Dia Internacional da Mulher está muito acima da formalidade episódica dos registros festivos. Seu simbolismo transcende a intenção da homenagem. O próprio histórico de oficialização da data revela o corpo da universalidade instituída no gênero escolhido por Deus para gerar a vida. Como se sabe, tudo começou em 8 de março de 1.857. A mando do sistema, a polícia reprimiu um movimento reivindicatório de trabalhadoras inglesas, trancando-as dentro da fábrica e incendiando o local.

Naquele dia, 130 operárias morreram carbonizadas porque cobravam melhores condições de trabalho e salários dignos. No entanto, a data só passou a ser reconhecida mundial e oficialmente como Dia Internacional da Mulher 118 anos depois, em 1975, por meio de um decreto da Organização das Nações Unidas (ONU).

Não há como negar o excepcional significado da data que, ao reverenciar a mulher, na verdade assenta um instigante desafio aos pendores libertários, fraternos e humanistas da sociedade. Resistir à opressão machista é tal qual resistir às demais formas de opressão e intolerância: racial, política, religiosa, ideológica, de gênero e de escolhas, social e econômica.

A essência gregária do ser humano impõe o estabelecimento e a organização das pessoas em sociedade ou grupos sociais, que se experimentam na convivência e na interação, num processo em que papéis específicos são cada vez mais raros. Ao longo dos milhares de anos, as sucessivas civilizações do planeta mantêm arraigados os hábitos, tabus e culturas de dominação masculina, justificada na força e num absurdo e estapafúrdio conceito de supremacia.

O 8 de Março, desde que passou a ser visto como ponto de partida num novel capítulo da História e não como um marco esgotado em seu embrião episódico, é de tamanha dimensão que produziu novos pensares e atitudes em favor da justiça e da igualdade. A data gerou sua própria prole, a exemplo do que fizeram os africanos, ou melhor, as africanas, que têm o seu dia da mulher em 31 de julho.

Nos países africanos, a dominação machista se manifestava pelos meios mais violentos e primitivos. Além de sofrer com os abusos e maus tratos da opressão colonial, as africanas eram pisoteadas pela fome e a miséria. Eram obrigadas a deslocar-se de uma terra para outra em busca de comida ou fugindo de sangrentas guerras civis. Não bastasse, ainda eram exploradas como escravas e forçadas a se prostituir. Não tinham direito ao ensino, ao voto e à propriedade. Não eram donas de seus próprios destinos, mas lutaram bravamente por isso, até abrir caminho para a Conferência das Mulheres do Oeste Africano, em 1961. Foi lá que nasceu e prosperou a ideia de criar o Dia da Mulher Africana, instituído um ano depois, a 31 de Julho.

Maior ainda é o exemplo da africanidade libertadora quando a ciência informa que o rastro mais antigo da espécie humana é o esqueleto de Lucy, uma africana de 3,5 milhões de anos descoberto na África Oriental. Para muitos, entre cientistas, leigos e religiosos, Lucy poderia ser Eva, a primeira mulher que Deus criou.

Verdade ou não, o fato é que o Dia da Mulher incorpora todas as datas humanistas, de referência afetiva e de simbologia voltada à promoção dos valores e direitos da pessoa. Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia dos Namorados, Dia dos Direitos Humanos, tudo isso cabe no Dia Internacional da Mulher. Cabe porque é Dia da Mulher e só ela pode ser mãe, em cujo coração sempre cabe mais um.

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