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Leia o artigo “Desarme-se”, por Autenir Rodrigues

23 Mai 2011 - 14h18Por Autenir Rodrigues

Leia o artigo “Desarme-se”, por Autenir Rodrigues

 

Desarme-se!!

A principio, parece muito fácil tomar partido pelo desarmamento, e se faltarem razões consistentes, servem os últimos acontecimentos. A tragédia na Escola Tasso da Silveira, no Bairro de Realengo – RJ, não foi a única razão, mas com certeza foi o grande motivo para se antecipar a segunda edição da campanha pelo desarmamento no Brasil. As mudanças feitas no estatuto do desarmamento, principalmente buscando agilizar o pagamento pelas armas recolhidas, tem uma importância muito simplória diante de toda discussão que se estabelece quando da abordagem do tema. Dois questionamentos principais permeiam em torno de perguntas como: “quem realmente está sendo desarmado?” “o cidadão de bem ou o bandido?”. Apartir daí desenrolam-se outros tantos questionamentos pertinentes que dividem prós e contras desde a primeira edição desta campanha. Afinal, se é um cidadão de bem, não há razões para andar armado, e revogam-se todas as outras desculpas, uma vez que cabe à policia o papel de “proteger e dar segurança” à população. Talvez o único consenso possível em torno do tema seja de que é preciso haver um controle rigoroso e punição severa para o porte ilegal de armas. Não é preciso ser um entendido no assunto para saber que o porte de armas, legal ou não, muitas vezes tem sido o estopim de varias tragédias que estamos presenciando hoje, principalmente aquela em que não há no cenário do crime a configuração de roubo, assalto, acerto de contas entre traficantes, etc.. Existe de fato o crime, muitas vezes por motivos fúteis ou trágicos, como uma briga de bar, uma briga de namorados, uma briga em família, ou até mesmo um acidente, enfim, a sensação de poder trazida pelo porte de  armas quase sempre toma os espaços da razão e do bom senso, e não raro estão turbinadas pela companhia inseparável de ingredientes como a raiva, ciúmes, bebidas alcoólicas e drogas. Mas crimes desta natureza é só uma parte do problema, e se puderem ser evitados, tanto quanto melhor. Mas a exemplo da primeira edição, corre-se o risco de que poucas pessoas entreguem verdadeiramente suas armas. Viu-se em 2004 a entrega de muitas armas antigas, que mais pareciam relíquias de colecionador, é bem provável que muitas armas ainda estejam nas casas de muitas pessoas, que acreditam numa falsa sensação de segurança que esta possa oferecer. Quanto a isto, não há muito o que fazer, senão apelar por todos os meios possíveis pela conscientização da população e a adesão voluntaria. O resto caberá à aplicação da lei. A outra parte do problema e com certeza a mais complicada delas é “quem vai desarmar o bandido?”. Não há meio de persuasão possível para o bandido que não a repressão policial eficiente e o rigor da lei. No entanto, é difícil saber até mesmo onde começa e termina o problema das armas no país. Seriam nossas frágeis fronteiras com os vizinhos Paraguai e Bolívia a única porta de entrada de armas no Brasil? Ou este problema tem sua origem arraigada dentro do próprio país? O fato é que temos uma dificuldade enorme em combater problemas crônicos como este. O principio básico é combater a causa, ou seja, estancar as fontes abastecedoras destas armas. A partir desse ponto é que se pode lançar bases firmes e eficientes para o combate às armas de fogo. E se a intenção é desarmar a população, isto tem que abranger ambas as partes, senão torna-se um paliativo e demagogo jogo de cena sem efeito, dando margem e razão aos incessantes questionamentos contrários.

Autor: Autenir Rodrigues de Lima

Funcionário Público / Prefeitura de Jatei

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