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Leia a coluna Fala Sério "Eu Sou Perfeito!", por A. J. Rettenmaier

4 Mar 2010 - 18h15Por A. J. Rettenmaier

Eu Sou Perfeito!                                    

 

 

Pelo menos é o que muitos pensam que são, ou até mesmo tentam se convencer disto, e não admitindo que os outros possam ter suas imperfeições, fazem julgamentos apressados considerando falhas situações das quais não tem o menor conhecimento, e batem o martelo: “Condenado!”.

 

Eu sou perfeito!

 

Ao mais falho dos homens sempre é dada a possibilidade da redenção, e existe até um ditado que diz que nem Cristo o foi, mas para alguns juízes da perfeição, é só bater o martelo: “Condenado!”.

 

Certa vez ouvi de que as pessoas que gostam de julgar tem medo de seu próprio julgamento. Como julgar o que é perfeito?  É natural então que se tenha certeza de que jamais ouviremos o martelo batendo no “Eu me condeno!”.

 

Eu sou perfeito!

 

E quem não o for à luz desse julgamento, bata-se o martelo mesmo que sejam seus crimes comprovados só por evidências construídas na sombra da “perfeição” do juiz. E se não houver culpa alguma? Bem que se pode absolver depois, não é verdade? Mas o que importa é que haja sim, a condenação imediata. A absolvição posterior pode até não curar a mágoa da condenação. E daí? Ficar com a mágoa da condenação é problema de quem foi absolvido, ora!

 

Até nisto, eu sou perfeito!

 

Sim, porque se fui antes capaz de condenar e depois de absolver, eu sou perfeito!

 

Eu sou tão perfeito que não consigo ter sentimentos de culpa se cometi enganos ou me enganei porque quis e por isso mesmo, não consigo entender porque os que não o são como eu, possam ficar magoados ou ressentidos com meu martelo. Ora, estamos fazendo a justiça, antes tarde do que nunca, não? É difícil entender como então resolvem se afastar de nós, mesmo que aos poucos!

 

É preciso que entendam que não é nada fácil julgar só pelas evidências, por elas condenar e o mais difícil ainda rever o julgamento e precisar absolver.

 

Afinal de contas, provada inocência houve a absolvição.

 

É precisam que entendam que para nós, os perfeitos, todos são culpados até que provem o contrário!

 

Porque então não aproveitam a condenação inicial como uma lição porque continuaremos sempre prontos para condenar suas imperfeições, mesmo que não existam.

 

Claro!

 

Por que... Eu sou perfeito!   

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante é membro da AGEI, Associação Gaúcha de Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

 

 

 

 

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