Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
quinta, 4 de março de 2021
SADER_FULL
Busca
Brasil

Lei da Ficha Limpa deve voltar a ser analisada antes das eleições de 2012

28 Mar 2011 - 06h34Por Agência Brasil

A indefinição sobre a validade da Lei da Ficha Limpa pode ser resolvida antes das eleições municipais de 2012. Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que invalidou a norma para 2010, entidades sinalizam com a possibilidade de entrar com uma ação declaratória de constitucionalidade no Supremo ainda este ano. O objetivo é que a Corte se posicione definitivamente sobre pontos da lei que ficaram sem decisão final, para que não haja mais insegurança sobre quem é ou não candidato nas próximas eleições.

Da forma que está, a Lei da Ficha Limpa pode ser aplicada plenamente a partir de 2012. Entretanto, o STF ainda não se posicionou sobre pontos conflituosos, como a presunção de inocência até decisão definitiva da Justiça ou a retroação para atingir casos anteriores à edição da lei. Especialistas temem que esses assuntos voltem a ser discutidos apenas nos recursos de políticos barrados nas próximas eleições, já no meio do processo eleitoral, como ocorreu em 2010.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves é um dos que defendem que a norma volte a ser analisada antes das eleições de 2012. “Seria bom que alguém entrasse com essa ação [ação declaratória de inconstitucionalidade] ainda este ano para que os envolvidos nas eleições não descobrissem em cima da hora o que pode e o que não pode”, argumenta o ministro.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, também defende que a lei seja analisada antes das próximas eleições. Ele disse que a entidade está estudando a possibilidade de entrar com uma ação no STF para que isso ocorra.

“Vejo bastante plausibilidade [que a OAB entre com a ação]. Claro que por um lado seria bom porque estabeleceria melhor a situação, mas não sei se agora seria um bom momento para isso. Mas a Lei da Ficha Limpa não pode continuar com esse tipo de dúvida em função de manifestações desse ou daquele ministro sem que haja efetiva definição”.

Outra vantagem de uma futura ação declaratória de constitucionalidade é que todos os pontos polêmicos da lei poderiam ser analisados de uma só vez, e não em conta-gotas a partir dos casos específicos de cada candidato. Segundo a Constituição, além da OAB, podem entrar com ação declaratória de constitucionalidade a Presidência da República, as mesas diretoras de todas as casas legislativas, inclusive as municipais e estaduais, os governadores, a Procuradoria-Geral da República, confederações sindicais ou entidades de classe nacionais.

Outro ponto ainda pouco discutido é a possibilidade de o Congresso Nacional alterar a Lei da Ficha Limpa a partir da edição de outra norma que a substitua nos pontos mais polêmicos. Na sexta-feira (25), o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que “a lei precisa evoluir nos casos de presunção de inocência”.

Deixe seu Comentário

Leia Também

VIOLENCIA DOMESTICA
Vítima de violência doméstica escreve bilhete com pedido SOS em agência bancária: 'Ele tá ai fora'
ALERTA AO CPF
Confira se o seu CPF foi usado de maneira IRREGULAR por desconhecidos
VAMOS PREVENIR
Igreja Adventista vota documento com orientações sobre cultos e reuniões
ALERTA AOS JOVENS
O que está por trás da alta das internações de jovens com covid
BRASIL EM PÂNICO
Brasil tem novo recorde de mortes por covid em 24 horas: 1.910
100 TRÉGUA
Brasil registra 1.726 mortes em 24 horas e bate novo recorde na pandemia; total chega a 257,5 mil
EXECUÇÃO NA MADRUGADA
Dona de bar é degolada e corpo encontrado nos fundos do estabelecimento
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Filho de fazendeiro reclama de dor anal e mãe descobre estupro cometido por funcionário
BOA NOTICIA
Governo zera PIS e Cofins do diesel e do gás de cozinha
RIGOR DA LEI
Cidade vai multar em até R$ 60 mil quem descumprir decreto de combate ao Covid-19