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Juíza impede cremação e corpo de Neide Mota será sepultado em MS

1 Dez 2009 - 08h33Por Mídia Max

 


A juíza Maria Isabel de Matos Rocha, da 3ª Vara de Fazenda Pública e que fazia plantão forense na noite de ontem, negou o pedido da família para transladar a São Paulo e cremar o corpo da médica Neide Mota Machado, encontrada morta no domingo pela manhã, dentro de seu carro, na entrada de uma chácara na região do anel rodoviário de Campo Grande. O pedido foi feito ontem e a decisão saiu durante a noite.

A juíza diz em sua decisão: “Diante de morte violenta, isto é havendo necessidade de investigação criminal visando a elucidação de uma eventual infração penal, os achados cadavéricos constituem-se prova material relacionado à existência de um possível crime. Em tese, ainda durante as investigações ou mesmo na fase processual é perfeitamente cogitável a realização de exumação cadavérica visando à efetivação de exames médicos legais complementares em virtude do surgimento de dúvidas sobre questões ocasionalmente não esclarecidas. Assim, a cremação poderá resultar na eliminação precoce de prova criminal, inviabilizando ou dificultando o esclarecimento do evento investigado ou sub judice.”

Portanto, a negação se deve à cautela da Justiça, já que a Polícia ainda não concluiu se Neide Mota se suicidou ou foi assassinada. A principal hipótese é de suicídio. Quando foi encontrada, ela segurava uma seringa contendo substância anestésica e ao seu lado havia um bilhete que falava de “fim sem dor”.

Segundo o advogado Rui Falcão, Neide Mota registrou no dia 26 (três dias antes de morrer) em um cartório de São Paulo o desejo de ser cremada após a morte. Isso reforça a tese do suicídio.

Diante da decisão judicial, a família decidiu sepultar o corpo da médica em Campo Grande. Ainda não está decidido em que cemitério e a que horas isso acontecerá. O corpo continua sendo velado na capela da Funerária Nipon. Assim que as investigações terminarem, o corpo será exumado e levado a São Paulo para cremação, como era o desejo da médica.

Insepulto

Como seria desejo da médica a cremação, conforme documento encontrado em seus pertences, a juíza sugere que o corpo seja preservado até a conclusão do inquérito e, após isso, proceda-se a cremação. “Quanto aos inconvenientes de persistir o corpo sem sepultamento, entendo que há meios de conservação que são utilizados em muitos casos onde não é possível o sepultamento imediato (por exemplo, a espera de familiares distantes para cerimônias fúnebres, espera de algum tempo para determinação da identidade do falecido). Por isso, com certeza poderão ser utilizados tais meios para conservação do corpo da falecida, até a decisão final do pedido.”

Abortos

Neide Machado é investigada desde 2007 por tocar uma clínica que faria aborto, em Campo Grande.

Por conta disso ela ficou presa por um mês dois anos atrás. Hoje, um processo que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e que agora deve ser extinto, definiria se a médica seria ou não levada a júri popular por ela estar supostamente envolvida em 25 abortos.

Investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual suspeitam que a clínica de Neide possa ter feito ao menos 10 mil abortos em duas décadas.

O advogado Rui Falcão disse que nos últimos diálogos que teve com a médica notou que ela vivia um período “triste, chateada”.

“Ela era comunicativa, festeira, mas nos últimos tempos os amigos delas simplesmente sumiram”, disse o defensor.

Falcão Novaes contou ainda que a médica, cujo registro foi cassado ano passado, não enfrentava problema com dinheiro. O prédio onde funcionava a clínica, na rua Dom Aquino, centro da cidade, está alugado e Neide Machado possuía também bens em Minas Gerais.

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