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João Grandão nega que vá desistir de campanha

12 Ago 2006 - 09h51
Acusado de ter recebido propina no esquema da máfia das ambulâncias, o deputado federal João Grandão (PT) disse que não vai alterar seu projeto político por ter o nome incluído na lista da CPI dos Sanguessugas. Ele afirmou que não cogita a hipótese de renunciar ou desistir de tentar a reeleição.

O relatório parcial aprovado pela comissão denunciou 72 parlamentares que teriam recebido propina no esquema que desviava dinheiro do Orçamento para a compra de ambulâncias superfaturadas. Três são senadores e 69 são deputados federais. Ontem o presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que a maioria dos parlamentares denunciados pela CPI deverá renunciar ao mandato ou desistir de tentar a reeleição. Também estimou que entre 20 e 30 deputados deverão enfrentar processo de cassação. "Muitos vão renunciar, outros não vão se reeleger ou mesmo se candidatar", previu Izar.

"Nem passa pela minha cabeça a hipótese de renunciar ou desistir de concorrer. Estou tocando a minha campanha normalmente, viajando, conversando com as pessoas", respondeu Grandão.

O petista aposta que o teor de sua defesa apresentada à CPI dos Sanguessugas será a prova incontestável de sua inocência. Ontem, em nota oficial divulgada à imprensa, o parlamentar disse que exige rigorosa apuração e amplo direito de defesa e que aguarda com serenidade o resultado das apurações.

Na nota ele informa que anexou à sua defesa documentos oficiais da Câmara dos Deputados que comprovam que ele nunca teve vínculo funcional com Francisco Machado Filho e que Jamil Naglis Félix Naglis Neto foi desligado de sua assessoria no dia cinco de março de 2003.

Em depoimento à CPI, Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, empresa que vendia ambulâncias superfaturadas, apresentou comprovantes de depósito na conta de Jamil Naglis, datados do dia 27/05/2003. Outro comprovante apresentado por Vedoin, de 18/02/2003, foi de depósito feito na conta de Francisco Machado Filho. O dono da Planam afirma que os depósitos seriam propinas para Grandão. O dinheiro teria sido pago antes mesmo da liberação das emendas do petista.

Ricardo Izar disse que está estudando uma fórmula de agilizar os julgamento dos processos contra os sanguessugas. "Somos 15 membros no Conselho, sendo que eu e o corregedor não podemos ser relatores. Com os suplentes temos 28 pessoas que podem ser relatores e temos 69 processos", contou Izar. O deputado afirmou que "está estudando uma fórmula para que alguns deputados analisem dois ou três processos."

Grandão reagiu com indiferença à proposta. "O que eu não quero é que haja a impossibilidade de defesa dos acusados", afirmou.

Correio do Estado

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