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Israel e Hezbollah respeitam cessar-fogo no Líbano

14 Ago 2006 - 08h39
 

Entrou em vigor nesta segunda-feira um cessar-fogo no Líbano entre o grupo Hezbollah e Israel, apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Quando o cessar-fogo foi iniciado, 1h de MS, Israel disse que continuaria a manter um bloqueio aéreo e marítimo ao Líbano e que as tropas responderiam se fossem atacadas. O líder do Hezbollah, xeque Hassam Nasrallah, prometeu no fim de semana que os militantes dele respeitariam o cessar-fogo, mas resistiriam a qualquer presença continuada das tropas israelense no Líbano depois que o acordo entrasse em vigor, gerando temores de novos combates.

Israel diz que as tropas dele permanecerão no Líbano até que uma força internacional de paz tome o controle da região, o que poderia levar semanas. Os ataques aéreos de Israel continuaram até 15 minutos antes do início do cessar-fogo, atingindo áreas no leste e no sul do Líbano.

Durante a madrugada, antes de o acordo entrar em vigor, a violência continuou no país, com diversos bombardeios da Força Aérea israelense que deixaram pelo menos sete libaneses mortos. Uma oitava pessoa morreu em um ataque a um campo de refugiados palestinos. Mais de mil libaneses e 155 israelenses já foram mortos desde o início do conflito, no dia 12 de julho.

No domingo, véspera da entrada em vigor da trégua, pelo menos 23 civis libaneses e cinco soldados israelenses morreram no Líbano. O Hezbollah disparou 250 mísseis contra Israel. O governo libanês e o Hezbollah não se pronunciaram desde o início da trégua.

Reunião adiada

No domingo, o gabinete do Líbano adiou uma reunião em que discutiria a implementação do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. O adiamento foi anunciado horas depois de o governo de Israel aceitar a resolução da ONU que previa a trégua e outras medidas para dar fim ao conflito no Líbano que já dura mais de um mês. O governo libanês já havia aprovado os termos da resolução no sábado à noite, mas o gabinete, que inclui dois ministros do Hezbollah, teria se dividido quanto ao trecho que pede o desarmamento do grupo.

Um assessor do primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, disse que as discussões foram suspensas por tempo indeterminado, mas não explicou por quê. Ainda não está claro se o adiamento atrasará o envio de 15 mil tropas libaneses ao sul do país, medida que também está prevista na resolução.

Pior dia

Na véspera do início do cessar-fogo, o Exército de Israel informou que os 30 mil soldados dele no sul do Líbano enfrentaram um dos piores dias de confrontos desde o início do conflito no país. Segundo o Exército, tropas israelenses teriam alcançado o rio Litani, determinado pelo plano de paz da ONU como o limite para os militantes do Hezbollah.

Segundo a agência de notícias Associated Press, cerca de 90 minutos após o anúncio do adiamento libanês, Israel lançou três mísseis em redutos do Hezbollah no sul do Líbano. Pelo menos uma mulher e três crianças morreram. Também houve ataques em diversos pontos da capital Beirute. Pelo menos uma criança morreu.

 

 

Mídia Max

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