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Israel anuncia invasão de hospital e seqüestros

2 Ago 2006 - 07h54
Israel lançou hoje uma operação terrestre na cidade de Baalbek, ao leste do Líbano e perto da fronteira com a Síria, enquanto os combates no sul se intensificavam, num recrudescimento das hostilidades após mais de 20 dias de conflito.

A incursão das tropas de elite na milenar Baalbeck, um dos redutos do Hezbolá, é a primeira em que as tropas atuam tão longe da fronteira com Israel. Mas as informações dos dois lados sobre os seus resultados são contraditórios.

Segundo fontes israelenses, helicópteros levaram os soldados ao hospital Dar al-Hikma, em Baalbek, nesta madrugada. O objetivo era capturar um dos principais dirigentes do Hezbolá, Mohammed Yazbek.

Os militares mataram 10 milicianos e seqüestraram um número indeterminado de combatentes. Em seguida, voltaram para suas bases sem sofrer baixas, acrescentaram as fontes.

No entanto, o Hezbolá nega que os soldados israelenses tenham capturado milicianos e garante que os combatentes xiitas "frustraram a operação em Baalbek", sem mencionar vítimas.

"Os libaneses seqüestrados são cidadãos, não combatentes", como "o inimigo israelense descobrirá mais tarde", afirma um comunicado divulgado pela rede de TV Al-Manar, órgão do Hezbolá.

Segundo fontes policiais libanesas, a operação terminou com 11 mortos e seis prisioneiros, que não foram identificados.

Enquanto isso, os combates entre soldados israelenses e milicianos do Hezbolá, em várias localidades do sul do Líbano próximas à fronteira, se intensificam.

Pelo menos sete xiitas morreram em confrontos em Mehibed e Blide, onde continuam os combates. A violência aumentou esta manhã em Aita al-Shaab, reduto do Hezbolá e onde ontem morreram 20 milicianos.

Pelo lado de Israel, foram três mortos e 25 feridos, acrescentaram as fontes militares israelenses.

O Hezbolá, por sua vez, informou hoje que, perto de Adaisse, seus combatentes destruíram três tanques israelenses, cujos "ocupantes foram mortos ou feridos".

"Os 'Mujahedin' (combatentes islâmicos) estão desde 6h20 (0h20 de Brasília) travando violentos combates com uma força blindada do inimigo israelense", diz a nota do grupo, que também anunciou a destruição de uma escavadeira israelense.

Além disso, a aviação israelense manteve seus bombardeios, que hoje mataram três soldados libaneses num ataque aéreo a uma base do Exército na província de Iqlim al-Tufah, no sul, segundo fontes policiais.

O Hezbolá também retomou esta manhã os seus ataques com foguetes e mais de 60 Katyushas atingiram hoje diversas localidades da Galiléia, no norte de Israel. O saldo é de pelo menos sete feridos, vários incêndios e muitos danos materiais, informou a Polícia.

A intensificação das hostilidades em terra e as dificuldades da comunidade internacional para obter um acordo afastam as possibilidades de um esperado cessar-fogo em breve. Os Estados Unidos, porém, ainda acreditam na possibilidade.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse ontem à noite que pode haver uma trégua "dentro de alguns dias, não de semanas", em declarações à rede pública PBS.

O cessar-fogo "é certamente possível esta semana", garantiu Rice.

Mas ela ressaltou que são necessárias certas condições, entre elas o fortalecimento do controle do Governo libanês sobre o sul do território para evitar novos ataques do Hezbolá a Israel.

 

Terra

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