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IPCA-15 fica em 0,52% em janeiro

25 Jan 2010 - 08h12Por Dourados Agora

O reajuste nas tarifas de ônibus em São Paulo e os efeitos das chuvas sobre os alimentos pressionaram a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - 15A (IPCA-15) em janeiro. O índice iniciou o ano com uma variação de 0,52%, acima das previsões de analistas de mercado (em média, de 0,46% segundo levantamento da Agência Estado), ante 0,38% em dezembro. Analistas consideram a alta pontual e projetam um cenário melhor para os preços a partir de março.
O IPCA-15 é uma espécie de prévia do IPCA, índice que é referência para as metas de inflação do governo. Os dois índices são calculados pelo IBGE, diferindo-se apenas no período de coleta. Em 12 meses, o índice 15 acumula uma alta de 4,31%.
Os produtos alimentícios subiram cinco vezes mais em janeiro (0,81%) do que no mês anterior (0,17%). As maiores pressões foram dadas pelos chamados produtos in natura, mais sensíveis a problemas climáticos. No caso das hortaliças, os preços subiram 12,40% e as frutas aumentaram 1,45%. Houve ainda reajustes nos pescados (3,66%), frango (1,45%) e carnes (1,58%).
O analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski observou que a alta dos alimentos foi "fortemente influenciada" pelas chuvas que ocorreram nos últimos meses em várias regiões do País Além disso, ele lembra que "o item alimentação tem a característica de ser muito volátil, indicando que essas pressões devem arrefecer no futuro com o fim da época de chuvas". Os técnicos do IBGE não concedem entrevista sobre esse indicador.
Além dos alimentos, as tarifas de transportes também exerceram forte influência sobre a aceleração da inflação em janeiro. As tarifas de ônibus urbanos subiram 1,46% e representaram o maior impacto individual (0,05 ponto porcentual) na taxa do mês. A alta nesse item reflete o reajuste dos ônibus urbanos na região metropolitana de São Paulo (5,65%), incorporando parte do aumento total de 17,40% em vigor a partir de 4 de janeiro. Houve aumento também nos ônibus interestaduais (2,42%) e ônibus intermunicipais (1,49%).
Além dos ônibus, o álcool combustível, "em período de menor oferta", subiu 5,42%, levando a gasolina a ficar 0,63% mais cara em janeiro. Mas apesar dos reajustes em itens importantes nas despesas das famílias em janeiro, a perspectiva é que a inflação desacelere novamente a partir de março.
A economista-chefe da Icap Brasil, Inês Filipa avalia que não há ainda nenhum sinal de aumentos generalizados de preços e as pressões exercidas no IPCA-15 são pontuais, recorrentes nessa época do ano. "Apesar do resultado desfavorável, a expectativa é de que os preços se estabilizem a partir de março, não comprometendo o resultado no ano do IPCA, que deverá fechar próximo à meta de 4,50%", disse.
Bernardo Wjuniski concorda: "Em fevereiro, a inflação ainda continuará elevada por conta dos reajustes das mensalidades escolares e da alta de preços da gasolina relacionada à mudança da parcela de álcool utilizada na composição, mas acreditamos que a inflação deve arrefecer a partir de março, e um cenário majoritariamente benigno entrará em curso"

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