Menu
SADER_FULL
domingo, 26 de setembro de 2021
Busca
Brasil

Investimento no pólo gasquímico é de US$ 1,3 bilhão

12 Jul 2004 - 14h45
 “O polo gasquímico é um dos melhores projetos do Brasil”, assim o senador Delcídio do Amaral definiu a implantação do pólo que deve ocorrer até 2010, durante apresentação do estudo de viabilidade feito pela Petrobras hoje pela manhã no auditório da governadoria. O estudo leva em conta fatores como análise estratégica, disponibilidade de matéria-prima. Segundo ele, o investimento de US$ 1,3 bilhão necessário para a instalação do pólo se paga em 5 anos, caso haja financiamento. O retorno anual caso haja financiamento é de 23,4%, enquanto sem o financiamento, é de 16,3%. “Os números mostram que o projeto é altamente viável e sólido”, analisou.

Delcídio do Amaral afirmou que a viabilização econômica e técnica do projeto ocorre na região de Corumbá principalmente pelo preço do gás boliviano, que será comercializado na região por US$ 1,4 por milhão de BTUs, o mesmo preço comercializado na Bolívia e bem mais em conta que os US$ 3,3 que vale para o resto do Brasil. Segundo o senador, serão usadas máquinas apropriadas para a instalação da termelétrica em Corumbá, que viabilizará o pólo. Somente a instalação da termoelétrica gerará cerca de 700 empregos. “O pólo será um fator multiplicador de trabalho na região, e um dos principais desafios é preparar a mão-de-obra local para as empresas que devem se instalar para o uso da matéria-prima fabricada através da separadora de gás”, afirmou.

A escolha da fronteira entre Brasil e Paraguai na região de Corumbá para a instalação do pólo ocorre também pela necessidade de mercado, disponibilização de matéria-prima (gás natural), melhor uso do gás boliviano, descentralização industrial, desenvolvimento da região de baixo nível de industrialização. Conforme o projeto, o principal produto a ser fabricado no pólo é o polietileno, matéria-prima da indústria de plástico de onde são fabricados produtos como tubos, filmes, utensílios e embalagens. A princípio, o polietileno será consumido em São Paulo (75%); Exportação (15%); Bolívia (8%) e Mato Grosso do Sul (2%).

O estudo ainda indica que a partir de 2010, o país começa a ter déficit de polietileno; outro fator que justifica a instalação do pólo gasquímico na região de Corumbá. A separadora de gás, que também faz parte do projeto, vai produzir o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), usado nos botijões de gás, com capacidade para produzir 390 mil toneladas ao ano. O Cracker irá transformar o etano em eteno (possibilidade da produção chegar a 750 mil toneladas ao ano) para a fabricação de 540 mil toneladas de polietileno anualmente. O estudo prevê ainda a importação de eteno da Argentina para suprir as necessidades do pólo. O consumo de gás no pólo será de 5 milhões de metros cúbicos por dia.

A amônia e uréia, produtos usados para a fabricação de fertilizantes, também serão subprodutos no pólo gasquímico e devem, inclusive impulsionar o setor agrícola do Estado, segundo prevê o senador. Ainda estão em discussão a maneira de como a amônia e a uréia serão produzidos: se através do gás natural ou do hidrogênio. A produção de uréia pode chegar a 300 mil toneladas ao ano.

Delcídio do Amaral lembrou dos investimentos do Governo Popular na infra-estrutura viária, principalmente no trecho da ferrovia entre Corumbá e Campo Grande e o acesso rodoviário ao pólo, essenciais para a viabilização do projeto. “A longo prazo, a infra-estrutura viária deverá receber mais investimentos”, disse.


Empregos - Durante a apresentação do estudo, o senador Delcídio do Amaral citou a geração de empregos durante a construção do pólo, que deve chegar a 6 mil. Entre salários e benefícios, a previsão é de que sejam gerados US$ 6 bilhões em um prazo de 15 anos ao longo da implantação do projeto. Outro grande desafio frisado pelo senador para a implantação do pólo gás-quimico é a questão ambiental, na qual a previsão para a liberação da licença é de dois anos. “A Petrobrás já começa a fazer os estudos de impacto ambiental e a principal preocupação é com a preservação da região pantaneira”, disse.

Conforme o cronograma elaborado pela Petrobrás, no quarto trimestre de 2009 o pólo entra em operação e o funcionamento da separadora será feito antes desse prazo. Os principais sócios do projeto, que tem no comando a Petrobrás, são: a Copagás (separadora) e a Repson (Espanha), Brasquem e IPFB (Bolívia). O senador lembrou que há cerca de 20 anos, a Petrobrás não realizava investimentos na área de gás. “O futuro de Mato Grosso do Sul é agora, com o início da implantação do pólo, que vai mudar definitivamente o perfil econômico do Estado”, concluiu.
 
 
Agência Câmara

Deixe seu Comentário

Leia Também

ROTA BIOCEÂNICA
Comissão mista homologa consórcio que vai construir ponte da Rota Bioceânica em MS
CASTELO DE AREIA
Idoso casa com prostituta 35 anos mais nova e flagra com outro
DOENÇA DO SÉCULO
Servidor público é encontrado pendurado em árvore
COVID-19
Ministra de Bolsonaro testa positivo para Covid e cancela agenda em Nova Andradina
ASSUSTADOR
Homem encontra boneca na parede com bilhete misterioso: "obrigada por me libertar"
VIDEOS VAZADOS
Torcedora do flamengo esquenta a web com vídeos íntimos
VOLTOU A SUBIR
Covid-19: Brasil registra em 24 horas 36.473 novos casos e 876 novas mortes
REVOLTANTE
Criança autista vítima de maus tratos é encontrada comendo fezes de cachorro para sobreviver
HOMICIDIO X SUICÍDIO
Marido mata esposa e tira própria vida; criança de 3 anos pede socorro a vizinho
NEGLIGÊNCIA
Criança de 2 anos ao volante mata prima de 3 anos atropelada