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Inundações na Somália deixam ao menos 120 pessoas mortas

22 Nov 2006 - 11h03
 

As inundações ocorridas nos últimos dias na Somália mataram mais de 120 pessoas --algumas devoradas por crocodilos-- e deixaram cerca de 1 milhão de pessoas desabrigadas. As enchentes atingiram seis Províncias do centro e do sul da Somália. Atender os desabrigados se tornou um trabalho muito difícil devido à falta de vias de comunicação com as áreas inundadas e a ausência de um governo central no país.

As chuvas, que se intensificaram há dez dias, deixaram várias localidades inundadas, destruíram pontes e vias e isolaram centenas de pessoas que, em muitas ocasiões, tiveram que se refugiar em galhos das árvores. "As pessoas têm que subir nas árvores para escapar da água e dos crocodilos. Mas as serpentes venenosas conseguem chegar até lá, picam as pessoas e as matam", afirmou Haji Qorane Osman Ali, um vendedor da cidade de Bulo Burte, na região de Hiraan.

Três filhos de Ali estão desaparecidos, e sua irmã mais nova foi devorada por um crocodilo. Bulo Burte é a cidade mais afetada da região de Hiraan, onde oito moradores foram devorados por crocodilos. Outras quatro foram mortas por animais no distrito de Salagle.

Guerra civil

A ajuda às vítimas é prejudicada porque o país --que vive um conflito civil entre "senhores da guerra", Tribunais Islâmicos e forças governamentais-- não tem um governo central desde 1991. Os Tribunais Islâmicos, que controlam Mogadíscio e vastas áreas do centro e do sul do país, confirmaram que 120 pessoas já morreram e mais de 1 milhão de somalis estão desabrigados. As agências internacionais humanitárias, que enfrentam problemas para se deslocar pela Somália, calculam que o número de desabrigados é de 1,5 milhão.

O PMA (Programa Mundial de Alimentos) anunciou na terça-feira que lançou uma operação para atender um milhão de afetados, tanto na Somália como no Quênia. Só na Somália, o PMA calcula que cerca de 900 mil pessoas precisam de ajuda. "Mesmo sem inundações, a Somália é um dos países mais difíceis do mundo para prestar assistência", disse o diretor do escritório do PMA para a Somália, Peter Goossens, de Nairóbi.

Chuvas

Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), nas últimas seis semanas a maior parte da Somália recebeu 300% a mais de chuva que o nível normal. Os Tribunais Islâmicos da Somália designaram um comitê para atender as áreas afetadas e pediram à população que se mobilize e ajude as pessoas que ficaram desabrigadas.

O vice-presidente da União de Tribunais Islâmicos, Abdulkader Ali Omar, afirmou que as pessoas começaram a colaborar enviando dinheiro, comida e roupa. A ajuda teria chegado a US$ 300 mil. As chuvas se intensificaram depois que a Somália sofreu durante seis meses uma grave seca, que causou centenas de mortes.

 

 

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