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Instituições federais de ensino discutem fim do vestibular

2 Dez 2006 - 07h45
Doze instituições federais de ensino, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), apóiam um plano para acabar com o foco profissionalizante da educação superior e substituir o vestibular pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Entre os apoiadores do projeto estão as Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ), da Bahia (UFBA) e do Ceará (UFC), além da Universidade de Brasília (UnB).

A idéia está em debate no 1.º Seminário Nacional da Universidade Nova - Reestruturação da Arquitetura Acadêmica da Educação Superior no Brasil, que começou na quinta-feira, em Salvador (BA), marcado por manifestação de estudantes e pela ausência do ministro da Educação, Fernando Haddad.

O evento, que segue até este sábado, reúne reitores, diretores e professores das 57 Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil (Ifes) e representantes do MEC.

O projeto em discussão, o Universidade Nova, prega a alteração de foco do curso superior, que deixaria de ser profissionalizante desde o começo e passaria a abranger áreas temáticas, como saúde, artes e humanidades, por exemplo - os chamados Bacharelados Interdisciplinares (BIs).

"Depois de três anos, o estudante torna-se bacharel na área escolhida e tem a opção continuar a graduação em áreas específicas", explica um dos principais defensores da proposta, Naomar Almeida Filho, reitor da UFBA.

De acordo com ele, a mudança traria benefícios imediatos, como o aumento da capacidade da universidade de receber novos alunos - selecionados pelo Enem - e o fim da precocidade na escolha profissional. "O que estamos propondo já é aplicado em algumas das melhores universidades do mundo", diz.

Mas, nas ruas, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFBA distribuíam panfletos e conversavam com os pedestres sobre os pontos negativos do projeto.

"A Universidade Nova tem um problema central: apesar de atrair mais alunos para os BIs, não dá condições às instituições de ensino para formar mais pessoas nas carreiras profissionalizantes", argumenta Rafael Bastos, do DCE. "Aí, se o estudante é bacharelado em uma área do conhecimento e não consegue vaga em um curso profissionalizante, como vai para o mercado de trabalho?"

Alguns professores também temem efeitos negativos da proposta. "Se houver mais ingresso de estudantes nas instituições, é possível que a qualidade dos cursos, de forma geral, caia", acredita um docente da faculdade de Física da UFBA, que preferiu não se identificar.

"Ainda não chegamos a um acordo, por exemplo, sobre como vamos promover a passagem dos estudantes dos BIs para os cursos profissionalizantes", diz Almeida Filho. "É um dos pontos que vamos debater até amanhã (sábado)."

Ele é taxativo, porém, quanto à questão da queda de qualidade do ensino por causa da maior quantidade de alunos. "A questão da qualidade de ensino não está tão ligada à relação professor por aluno, mas à grade curricular dos cursos, que é muito limitada, hoje", acredita.

 

 

Agência Estado

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