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Índios pedem ajuda de Marina para demarcar áreas em MS

16 Out 2009 - 08h26Por Terra

Lideranças indígenas de 38 aldeias de Mato Grosso do Sul pediram ontem a ajuda da senadora e pré-candidata à Presidência da República em 2010, Marina Silva (PV), no sentido de garantir a realização do processo demarcatório para ampliação do território dos guarani-caiuá em 26 municípios do Estado. A senadora esteve ontem na aldeia Yvy Katu, em Japorã, onde acontece, até amanhã, a tradicional Aty Guaçu (Grande Reunião).

Segundo José Barbosa de Almeida, o cacique do acampamento Laranjeira Nhanderu, localizado às margens da BR-163 em Rio Brilhante, as lideranças indígenas de Mato Grosso Sul temem que a pressão por parte da classe política e dos produtores rurais possa retardar ou até barrar o início dos estudos necessários para a identificação e delimitação das áreas que podem ser atingidas pela demarcação.

“Entregamos para a senadora um documento relatando a situação enfrentada pelos nossos patrícios aqui no Mato Grosso do Sul. Explicamos para a senadora que a retomada de nossos territórios tradicionais é fundamental para a manutenção da cultura e para nossa própria sobrevivência. Esperamos que ela [Marina] possa nos ajudar para que os estudos sejam iniciados o mais rápido possível”, comentou.

Marina Silva chegou de helicóptero na aldeia por volta das 15h. No local, a senadora oficializou seu apoio à luta dos guarani-caiuá para a ampliação de seus territórios no Estado. Após ouvir as reivindicações dos índios, a senadora confirmou que irá trabalhar em Brasília para tentar agilizar o início dos estudos. Ela também se comprometeu a entregar pessoal os documentos entregues pelos indígenas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e a presidente da Funai, Márcio Meira. “A senadora Marina Silva nos prometeu que não irá medir esforços para defender a causa indígena em MS. Acreditamos que ela será de fundamental importância para conseguirmos a retomado de nossos tekohas”, comentou o cacique. A senadora deixou a aldeia Yvy Katu por volta das 17h, retornando a Campo Grande, onde permanece até a manhã de hoje, quando embarcará rumo a São Paulo.


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