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Brasil

Índia de apenas dois anos morre de desnutrição em Sapucaia

19 Dez 2009 - 10h03Por Dourados Informa

Uma menina de apenas dois anos de idade morreu hoje, vítima de desnutrição no acampamento dos guarani-kaiowá, montado no dia 25 de novembro deste ano, em uma fazenda de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.

O nome da menina ainda não foi divulgado. Um integrante da comunidade onde os guarani estão acampados, Elizeu Lopes, de 34 anos, adianta que ela estava com quadro grave de diarréia, mesma situação em que se encontram outras 80 crianças no local.

Segundo Elizeu, a causa da diarréia é a água suja que elas têm ingerido. Somando a precariedade da água à desnutrição e falta de atendimento médico, as crianças do acampamento correm sérios riscos, explica ele.

No caso da menina que morreu hoje, não deu tempo de procurar atendimento médico, disponibilizado apenas a 8 km.

“Nós somos grandes, mas criança não aguenta ficar sem comida”, protesta o índio Adelso Fernandes, de 22 anos, que faz parte do acampamento.

Segundo ele, há várias crianças doentes no local, com os mesmos sintomas da menina que morreu hoje, mas eles não têm nenhum remédio ou assistência. “É só olhar para ver que estão desnutridas”, afirma.

Ele conta que o alimento entregue pela Funai não contém leite, e nem mesmo o arroz é suficiente. “Só com um saco de arroz elas não aguentam”, diz.

Precariedade - Desde que ocuparam a área, cerca de 300 índios estão sem remédios e a comida é deixada em uma aldeia vizinha, distante 8 km, revela Elizeu Lopes, de 34 anos, integrante da comunidade.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) havia pedido escolta à Polícia Federal para levar as cestas básicas ao local. Como o pedido foi recusado, os alimentos são deixados na aldeia Taquapery.

Os índios procuraram o Ministério Público na última terça-feira (15), cobrar a normalização da entrega de alimentos e remédios.

Por conta da situação de conflito na área, o presidente nacional da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Danilo Forte, confirmou hoje, em visita a MS, que a Fundação não pode fazer nenhum investimento na área.

O coordenador estadual da Funasa em MS, Flávio Brito, informou nesta semana que médicos e enfermeiros não querem prestar atendimento no local, por conta da falta de segurança.

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