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Incêndio destruiu 8.400 fantasias, dizem escolas de samba do RJ

7 Fev 2011 - 15h29Por G1

Chega a 8.400 o número de fantasias destruídas no incêndio na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, na manhã desta segunda-feira (7). A informação é dos presidentes da União da Ilha do Governador, da Portela e da Grande Rio – as três escolas que tiveram seus barracões atingidos pelo fogo. Cada escola tem entre 3.500 e 4 mil componentes.

Além das agremiações, o galpão cultural da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) também foi atingido.

A Acadêmicos do Grande Rio foi a escola mais atingida. Segundo a direção de carnaval da escola, oito carros alegóricos e 3.300 fantasias foram incendiados. Partes do teto e da parede lateral do barracão cederam.

Na agremiação da Ilha do Governador, segundo o diretor de carnaval da escola, Márcio André Souza, 2.300 fantasias e um carro alegórico foram perdidos no incêndio. Entre as roupas estavam a da ala de baianas e a da bateria. Segundo ele, 80% delas já estavam embaladas e penduradas. "Nossa meta era fechar o barracão, com tudo já pronto, no dia 20. Agora, vamos ter que montar uma equipe para confecção e planejamento em apenas 20 dias”, disse o diretor .

Na Portela, de acordo com o presidente Nilo Figueiredo, 2.800 fantasias que estavam no quarto andar do barracão foram destruídas. Mas os representantes da escola ainda não tiveram autorização da Defesa Civil para percorrer o local do incêndio. “Perdemos tudo, inclusive uma máquina para cortar chapas que estava lá em cima. Em termos de alegorias, acho que temos chances e não perdemos muita coisa”, disse ele.

Reunião para discutir regulamento
As escolas de samba do Rio marcaram uma reunião com todos os presidentes do Grupo Especial para a noite desta segunda-feira. A ideia é discutir formas de ajudar as agremiações afetadas pelo incêndio e tentar encontrar soluções no regulamento para o desfile do carnaval 2011.

De acordo com o diretor -geral da Liesa, Elmo José dos Santos, no encontro serão discutidas as hipóteses de não haver rebaixamento ou mudança na ordem dos desfiles para não prejudicar as outras escolas ou o público.

“Temos que tentar ajudar quem já está muito prejudicado”, disse o carnavalesco da Unidos da Tijuca, Paulo Barros. “Vamos ajudar com o que puder, fantasias, carros alegóricos, até presidente, se precisar”, reiterou a presidente do Salgueiro, Regina Celi. “Vamos nos reunir, às 19h, para encontramos a melhor contribuição possível”, completou o presidente da Beija-Flor, Anísio Abraão David.

‘Qualquer ajuda é bem-vinda’, diz diretor da Ilha
Para o diretor de carnaval da União da Ilha, qualquer ajuda é bem-vinda. “Os presidentes se propuseram a ajudar com alegorias, carros e materiais e o prefeito se dispôs a contribuir com uma ajuda financeira às escolas atingidas”, disse Márcio Souza.

O presidente da Portela, Nilo Figueiredo, acredita na força da solidariedade. “Vamos usar a comunidade para ajudar”, afirmou ele. “Confio nas escolas irmãs”, resumiu Helinho de Oliveira, da Grande Rio.

Paes defende mudanças
A esperança das escolas atingidas, agora, é que as outras agremiações e a Liga aceitem a sugestão do prefeito Eduardo Paes para que nenhuma escola seja rebaixada ao Grupo de Acesso no carnaval deste ano.

A Liesa, no entanto, não confirma a mudança. “Nesta reunião, serão discutidas as medidas a serem tomadas e onde as escolas que perderam o espaço do barracão poderão recomeçar a se estruturar”, disse o presidente de carnaval da Liga, Elmo José dos Santos. 

Como foi
As chamas na Cidade do Samba, onde funcionam barracões de 14 escolas de samba, foram controladas pouco antes das 11h. Ao todo, 39 carros dos bombeiros de sete quartéis e 80 homens foram enviados ao local. Os barracões da Liesa, Grande Rio, Portela e União da Ilha foram afetados.

Não há informações sobre feridos, mas a Secretaria municipal de Saúde confirmou que um homem de aproximadamente 30 anos deu entrada intoxicado no Hospital Souza Aguiar, no Centro, depois de ter inalado grande quantidade de fumaça. Ele passa bem.

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