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Idosos ainda têm tempo de adotar novos hábitos de saúde

26 Mai 2011 - 17h42Por Hoje em Dia

A mineira Maria Gomes Valentim, que mora na cidade de Carangola, na Zona da Mata, ganhou destaque na última semana após ser reconhecida pelo Guinness World Records como a pessoa mais velha do mundo.

Aos 114 anos, Dona Quita, como é chamada, mantém o bom humor, admite que toma uma taça de vinho de vez em quando e não dispensa uma boa feijoada.

Em um país onde a expectativa de vida é de 73 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dona Quita é um exemplo para muitos que desejam a longevidade.

E mesmo aqueles que já estão na terceira idade têm a chance de adotar novos hábitos para prolongar a vida, com qualidade.

A geriatra Ana Cristina Faria, diretora científica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Minas Gerais, diz que “cada um envelhece da maneira que vive”.

No entanto, até quem já está com 80 anos pode observar benefícios se mudar o estilo de vida.

Como o envelhecimento é construído ao longo dos anos, quanto mais cedo começarem as mudanças, melhor o resultado.

Segundo a médica, a alimentação saudável é um importante aliado. Os idosos também precisam estar atentos à hidratação e devem manter os exames em dia para prevenir novas doenças.

Zenilda Soares Guimarães, de 66 anos, esperou muito tempo para cuidar da saúde. Somente aos 55 anos começou a fazer exercícios, incentivada por uma tia.

Desde então, ela frequenta atividades organizadas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) para grupos de terceira idade.

Atualmente, nem mesmo a distância entre a casa dela, em Contagem, e o Centro de Belo Horizonte, onde faz ioga e ginástica quatro vezes por semana, a impede de ir às aulas.

Zenilda diz que os exercícios a ajudam a envelhecer com saúde.

Ninguém diz que eu tenho a minha idade. Quando entro no ônibus, as pessoas nem acreditam que eu não preciso mais pagar passagem.

Além dessas atividades físicas, Zenilda tenta se alimentar corretamente, manter o peso e ainda vai ao baile para dançar forró.

Eu quero é curtir a minha vida. Pretendo chegar aos 80 ou 90 anos bem.

E tudo indica que ela vai conseguir. Até hoje, Zenilda não precisa tomar nenhum medicamento.

Assim como Zenilda, a aposentada Maria Aparecida da Silva mantém a saúde e a independência aos 83 anos.

Mesmo com limitações físicas, ela faz ioga, atividades domésticas, frequenta bailes e faz artesanato. Tudo isso para manter a saúde do corpo e da mente.

Meu médico fala que com o astral que eu tenho não vou morrer tão cedo. Já fiz a operação de ponte de safena, mas nunca senti nenhuma dor no coração.

O cardápio de dona Maria surpreende. Além de uma feijoada e um churrasco, ela admite gostar de uma cervejinha e confessa tomar algumas doses escondido da filha. Quando está triste, procura algo para fazer até o sentimento ir embora.

Quero chegar aos cem anos, e com saúde. Se não for assim, não me interessa.

Exercícios para a saúde mental

Manter a saúde mental na velhice é o trabalho do terapeuta ocupacional Adnaldo Paulo Cardoso, especialista em reabilitação cognitiva em idosos com déficit de memória.

Ele afirma que, assim como o corpo, o cérebro sofre alterações com o passar do tempo.

Há diminuição na velocidade de processamento das informações.

Alguns dos pacientes de Cardoso participam de oficinas temporárias que estimulam as funções cognitivas do cérebro, como atenção, memória e cálculo. Outros precisam de atendimento personalizado por sofrerem de alguma doença.

Um fato observado pelo especialista é que, a cada ano, a idade dos pacientes diminui.

Atualmente, já tem pessoas na faixa dos 50 anos que chegam ao escritório com queixas.

Segundo o terapeuta ocupacional, isso pode ser resultado do estresse, uso de álcool ou drogas e até mesmo porque as pessoas estão mais informadas sobre o assunto.

Cardoso alerta que o período após a aposentadoria merece cuidados especiais porque o cérebro para de receber certos estímulos.

Esse é o momento de a pessoa investir em projetos que foram engavetados ao longo da vida por causa do trabalho. Aprender dança de salão, tocar algum instrumento e aulas de língua estrangeira podem ajudar muito.

Outra atividade que previne o declínio cognitivo é a leitura.

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