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Ibama pede retirada dos urubus em obra da Bienal

2 Out 2010 - 06h48Por G1

O Ibama solicitou nesta sexta-feira (1º) a retirada dos urubus que fazem parte da instalação do artista Nuno Ramos, em exibição na 29ª Bienal de São Paulo. Em comunicado, o órgão informa que enviou notificação "aos responsáveis pelos "três urubus-de-cabeça-amarela" (Cathartes burrovi anus)" pedindo "a retirada dos animais" por considerar que "as instalações estão inadequadas para a manutenção das aves".

O Ibama estipulou um prazo de cinco dias para que os animais sejam devolvidos ao Parque dos Falcões, em Sergipe, de onde foram cedidos. O prazo, ainda segundo o Ibama, visa atender "uma para que eles retornem com segurança ao seu habitat".

Procurado pelo G1 por telefone, o artista disse que não se pronunciaria sobre o pedido do Ibama e afirmou que o caso seria resolvido pela Bienal. A assessoria de imprensa da mostra revelou no final da tarde desta sexta que os organizadores estavam em reunião para definir as providências que seriam tomadas.

Abaixo-assinado e pichação
A presença dos urubus na instalação "Bandeira branca", de Ramos, vem causando polêmica desde antes da abertura oficial da 29ª Bienal, que ocorreu no último sábado (25). Cientes da obra, internautas e grupo de defensores dos direitos dos animais chegaram a criar um abaixo-assinado contra a exibição da obra do artista paulista na mostra.

Na ocasião, tanto Ramos quanto os organizadores da Bienal declararam que a presença dos animais estava "dentro da legislação" e que "o autor da obra possui todas as licenças exigidas pelos órgãos de preservação ambiental para o uso desses animais".

"É importante deixar claro que não tiramos os animais da natureza", disse Ramos ao G1 na ocasião. "Os urubus pertencem ao Parque dos Falcões [em Sergipe], onde vivem em cativeiro. Só tirei de uma gaiola e pus em outra 30 vezes maior."

Ainda segundo o artista, o tratador das aves e o veterinário foram trazidos para São Paulo para verificar as condições de segurança e adaptação dos animais ao ambiente da Bienal. "Ao menor sinal [de problema], a gente vai atuar", afirmou Ramos na semana passada.

No último sábado, durante a abertura da Bienal para o público, houve protestos contra a exibição das aves e, ao final do dia, um grupo cortou a grade de proteção da obra de Nuno Ramos e pichou os dizeres "Liberte os urubu" (sic).

Montada no vão central do interior do prédio da Bienal, no parque Ibirapuera, a instalação de Ramos é composta por três grandes esculturas em formas geométricas, que lembram grandes túmulos. As peças são cercadas por uma tela de proteção que acompanha, de alto a baixo, a rampa e as curvas do prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. No alto de cada uma delas, há caixas de som, que tocam trechos das músicas "Bandeira branca", "Carcará" e "Acalanto", além de poleiros que se parecem com chaminés, de onde as aves raramente saem.

Em 2008, a obra já havia sido montada em uma exposição n o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. Segundo Ramos, as aves usadas na época eram as mesmas que estão agora na instalação da Bienal.

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