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Iagro atesta sanidade de aves criadas em Jaraguari

27 Out 2006 - 16h04

Após atestar a sanidade das aves criadas no município de Jaraguari, o secretário estadual de Produção e Turismo, João Cavalléro, que também responde pela presidência do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), disse que solicitará ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que envie ao Japão o relatório técnico que atesta a inexistência da doença de newcastle na região, possibilitando a reabertura do mercado japonês ao frango produzido no Estado.

O encaminhamento foi acertado após reunião realizada na Seprotur (Secretaria Estadual de Produção e Turismo) com representantes da Seara Alimentos e dos avicultores de Jaraguari. “Essa é a solução para que a empresa revisse a decisão de voltar a alojar nos aviários dos integrados de Jaraguari”, declarou, referindo-se ao fato de a empresa ter rescindido, desde a semana passada, o contrato com os criadores do município depois que o Japão restringiu as importações após sorologia feita em aves da região que apontou resquício da vacina contra a doença de newcastle.

Cavalléro explicou que os exames realizados verificaram percentual virótico de 0,25% e para que a doença se manifeste o valor deve estar acima dos 0,7%. Por isso, completou, vai pedir ao Mapa o envio ao Japão do relatório técnico que indica a não existência da doença na região. “Também pedimos à Prefeitura de Jaraguari para fazer uma audiência pública com os avicultores locais mostrando a importância de não criarem aves caipiras próximo aos aviários”, informa.

Conforme a solicitação da Seara, os produtores de Jaraguari têm de enquadrar-se nas normas de bio-segurança para comercializar o produto com a empresa. Além disso, alegou que as rescisões dos contratos se deram devido à distância em abater esses frangos e também em virtude da presença de galinhas caipiras próximo dos integrados.

Os produtores, por sua vez, informaram que se adequaram às normas exigidas pela empresa e alguns até negociaram com vizinhos para que eles não criassem aves que pudessem comprometer a negociação com a empresa. “Negociei com as minhas vizinhas ovos e frangos para que ela não tivesse galinhas caipiras, ela fez isso, mas agora nem eu nem ela temos criação”, comentou uma das produtoras que preferiu não se identificar.

Os avicultores querem a revisão das rescisões de contrato e entre as propostas estão a prorrogação do “vazio sanitário” por mais 70 dias, com ajuda de custo para os produtores, que o abate dos frangos da região de Jaraguari seja encaminhado para outros mercados, além de capacitações e uma audiência pública no município para conscientizar os moradores sobre os problemas da criação de galinhas caipiras em áreas produtoras.

Valdenir Rezende/Correio do Estado

Para Adriana Mascarenhas, assessora de economia da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o resultado da reunião foi positivo. “É preciso que a empresa se comprometa com esses produtores, porque quando a empresa veio para o Estado teve uma série de benefícios fiscais com a contrapartida de absorver esses produtores”, analisa.

 

 

 

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