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Guerra deixa mil mortos no Líbano e 100 em Israel

8 Ago 2006 - 13h18
Bombardeios israelenses mataram 14 civis no sul do Líbano nesta terça-feira, enquanto o governo libanês fazia novo apelo para a suspensão imediata da ofensiva de Israel contra os guerrilheiros do grupo Hizbollah, que em quatro semanas matou mil libaneses e cem israelenses.

Diplomatas que atuam na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, afirmaram que a votação da resolução para encerrar a guerra não deve acontecer antes de quinta-feira.

"Estamos trabalhando para conseguir um cessar-fogo rápido ou, no mínimo, o fim dos atos de agressão", disse o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora. "Assim os desalojados podem voltar para casa".

As 14 mortes aconteceram no vilarejo de Ghaziyeh, no sul do Líbano, e outras 23 pessoas ficaram feridas, de acordo com os responsáveis pelo resgate e fontes médicas. As 15 vítimas do dia anterior estavam sendo enterradas quando as bombas começaram a cair. Elas atingiram alvos bem próximos ao local do enterro.

Três soldados israelenses morreram combatendo guerrilheiros do Hizbollah, elevando o número de baixas civis e militares de Israel para cem. A guerra teve início no dia 12 de julho, com uma operação do Hizbollah em que dois soldados de Israel foram capturados e oito foram mortos.

Dezenas de foguetes lançados pelo Hizbollah atingiram o norte de Israel na terça-feira, mas não havia informações sobre vítimas.

Pelo menos 979 morreram devido aos confrontos no Líbano, e as autoridades dizem que há dezenas de corpos soterrados nos escombros.

Apesar da pressão internacional pelo fim da violência, os trabalhos intensivos no Conselho da ONU para impor um cessar-fogo estão se mostrando complexos.

Israel já prometeu ampliar a ofensiva militar se não aparecer uma solução diplomática logo.

O Líbano rejeitou a proposta de resolução patrocinada por Estados Unidos e França, e enviados árabes tentavam pressionar na ONU para a colocação de uma emenda no texto que exija uma retirada rápida de Israel do sul do Líbano, para que o Exército libanês possa ocupar a região e tomá-la das mãos do Hizbollah.

O governo do Líbano, que possui dois ministros do Hizbollah, propôs enviar 15.000 soldados ao sul do país se Israel se retirar. O plano foi bem recebido pela França.

"Ele demonstra o desejo de todos os partidos do Líbano em permitir que o governo libanês exerça sua soberania sobre toda a extensão de seu território", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Philippe Douste-Blazy.

"MEDIDA INTERESSANTE"

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, descreveu o plano como uma "medida interessante", mas disse que seu gabinete discutiria na quarta-feira a possível ampliação das operações militares no Líbano, onde já há 10.000 soldados israelenses. Israel insiste que as tropas permanecerão no sul do Líbano até que uma força internacional chegue à região.

O Líbano está irritado com o fato de a ONU não ter feito nada para conter a guerra — em parte porque os Estados Unidos, que têm poder de veto, recusam-se a exigir um cessar-fogo enquanto o Hizbollah representar uma ameaça para Israel.

O governo libanês obteve apoio da Rússia e da França, que também têm poder de veto no Conselho de Segurança.

"Está óbvio para nós que a proposta que não é favorável ao lado libanês não deve ser adotada", disse o enviado russo à ONU, Vitaly Churkin.

O premiê britânico, Tony Blair, disse que é possível obter uma resolução na quarta-feira, mas ela não incluiria a exigência da retirada imediata de Israel, como quer o Líbano.

Segundo o presidente dos EUA, George W. Bush, uma retirada assim permitiria ao Hizbollah voltar a se armar, com o apoio da Síria e do Irã.

Siniora quase chorou ao descrever o apelo do Líbano aos ministros árabes reunidos em Beirute na segunda-feira, mas sua emoção não angariou muita solidariedade da ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni.

Num discurso ao Parlamento israelense, ela o aconselhou a "enxugar as lágrimas e começar a agir para produzir um futuro melhor ... acima de tudo para os civis por quem ele chora".

 

Terra

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