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Gripe suína atinge quase 380 mil no mundo, diz OMS

9 Out 2009 - 16h56Por Folha Online
Quase 380 mil pessoas do mundo já foram contaminadas pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)--, de acordo com um balanço divulgado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nesta sexta-feira. Destas, pelo menos 4.525 morreram. No Hemisfério Norte, a OMS considera que a temporada de gripe está adiantada.

Segundo o balanço, em todo o mundo, a região mais atingida pela gripe suína continua sendo a América, com 146 mil casos dos quais 3.292 acabaram em morte. Na Europa houve 59 mil casos dos quais ao menos 193 deram em morte. O balanço anterior da OMS, de 2 de outubro, dava conta de 4.108 mortos no mundo.

Pelo balanço da OMS, nos Estados Unidos os níveis de contágio por gripe registrados no mês passado superaram a média esperada. No México, nas últimas três semanas, houve diversos casos de doenças respiratórias. No Canadá, embora a atividade do vírus da gripe permaneça baixa, há focos da doença, principalmente no oeste do país. Na Europa, o vírus avança mais no Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Holanda e Chipre.

No restante da América e na Ásia a contaminação é tida como irregular. Na Colômbia, em Cuba e em El Salvador há alta incidência de doenças respiratórias.

No Hemisfério Sul --incluindo o Brasil--, por outro lado, a OMS notou uma redução em larga escala. Entre os países com a maior redução são citados os vizinhos Chile e Argentina, além da Nova Zelândia.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

O tratamento precoce com os antivirais Tamiflu ou Relenza pode ajudar a reduzir a gravidade e a duração da infecção, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

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